terça-feira, 29 de novembro de 2016

Em tempos de Advento,

Lex orandi, Lex credendi.



O adágio latino nos impele a pensar como rezamos, como cremos.
Nas celebrações da Santa Missa, o Cristo é desfigurado: a Liturgia da Palavra, Cristo que nos fala, é desfigurada pelas leituras ao som ruim. Mas isso não é o pior. A homilia, que deveria nos reforçar a Palavra de Deus está tão desvirtuada quanto: não se comentam (explica) as leituras. Por vezes o celebrante faz um arranjos que só mostram que ele é vaidoso: fala de tudo, menos do que as leituras nos sugerem. Na verdade, será que o celebrante é incapaz de relacionar? Seria uma desconexão com a Liturgia ou um intento treineiro, propositado ideologicamente ou uma Teologia própria?

Pensando nisso, celebrantes que seguem a onda pentecostal arremedam-se por desejar provocar arrepios, sentimentalismos, mas o foco não é o Cristo ou o Espírito. Cristo é tido como curandeiro ou simplesmente esquecido: até o Crucificado é tirado do Presbitério para serem postas imagens do Ressuscitado glorioso (é mais "cool") ou de santos.

O Espírito Santo é tido como "objeto". Ele não vai à frente como nuvem, não paira sobre as pessoas para fazê-las pregar o Evangelho. Não! Ele é "escravo" dos sentidos humanos - dizem que só está atuando em quem se arrepia, chora, desmaia ou fala línguas estranhas... Escravizado, não guia; é guiado. Escravizado, "sopram Ele" nos microfones e dizem "receba!"... Pobre Espírito!!! Pobre povo que pensa haver domesticado Deus.

Show-men... Pregadores que são mais importantes que o Cristo... Eles têm o Espírito, e Cristo lhos serve... O Cristo eucarístico passeia em suas mãos para mostrar quem detém Deus, quem é "o cara". Cristo preso no ostensório, como troféu e exibição... O Deus na mão do celebrante, que o manipula.
Não me refiro à adoração eucarística, mas aos passeios na multidão, que mais exibem as vestes sacerdotais que o sentido eucarístico.

As "explicações" pentecostalizadas das leituras sempre terminam com promessas, nunca com exigências ao povo... Nunca há apelo à conversão ou à penitência, mas apelos ao "escravizado deus" que tem que obedecer às exigências do povo porque ele (o escravo) prometeu.

Já os celebrantes à moda da Teologia da Libertação, materialistas quais o próprio ridículo Marx, desfiguram o Cristo: não fez milagres, era libertário, era um líder social... Para estes, as curas, pura simbologia; multiplicação dos pães, apelo ao comunismo... Um Jesus revolucionário... A assembleia para a Eucaristia se assemelha a uma reunião sindical: a classe trabalhadora oprimida pelos ricos...

As leituras, para estes "libertários" sempre falam de opressão e são sempre apelo à revolução...(Valha-nos Deus!). Nunca falam da luta contra o pecado, mas apelam ao fratricídio em nome do "reino de deus na Terra". O inimigo do homem não é Satanás (que nem existe para uns) ou o pecado, mas as opressões econômica e social.

Pentecostalizados e TL's são todos pela imanência, nunca pela transcendência: estes pelo reino na terra e o homem como resposta pela ação social; aqueles por "coisificarem" deus a serviço do homem. Não há apelo conversão...

Missas longas... cheias de cantorias e estrelismos...

Misericórdia celebrada, mas não vivida com os mais necessitados. Espetáculo de pompas que celebrantes induzem a celebrar o que não vive ele nem a comunidade.

Antigamente, o método pastoral passava pelo ver-julgar-agir-celebrar. Hoje, já vai direto ao celebrar; mas celebrar o quê? Diz-se que se celebra a Misericórdia de Deus, mas não há nada concreto; não sai da Missa. Não passa da festa. E há quem só vai a "essa missa", que é legal, animada; mas não às outras... Disse um amigo meu: "Missas da Graça, e as demais são desgraçadas ou sem graça"?

Deus é a resposta!
Ele sim, se faz nascer numa manjedoura, numa família pobre. A Igreja em sua Liturgia faz apelo à conversão e à penitência neste Advento.
A vigilância para não ofender a Deus. A Caridade para com o próximo... Estes valores evangélicos do Cristo nosso irmão e Senhor.

Contextualizando como São Vicente de Paulo: os pobres são nossos mestres e senhores.

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