domingo, 31 de julho de 2016

UMA REDE DE AMIZADE

« Je voudrais enserrer le monde dans un réseau de charité« .


"Eu gostaria cercar o mundo numa rede de caridade". (Beavdo. Ozanam) 

O sonho, desejo, do jovem universitário de Sorbonne, França, de mostrar aos descrentes, aos comunistas e aos compatriotas que sua Igreja não era desatenta aos pobres, fê-lo convidar outros seis amigos jovens da renomada universidade para a criação de uma "Conferência de caridade" (1833), capaz de desde atender aos pobres sem fogo de lenha em casa,  a debater em colóquios públicos. Um apologeta! 
Em jornais, em debates, nas faculdades, nas ruas, nas Igrejas,... nos lares pobres da França, com gravetos na mão e um coração ardente de amor à sua Igreja, à sua Fé, ao Deus Pai, Misericordioso. 
Frederico Ozanam fundou a Sociedade de São Vicente de Paulo -  SSVP (1835)! Quisera uma rede de caridade, e partiu de uma rede de amizade. Sim, de uma rede de amizade! Ele chamou seus amigos e estes,  a outros... 
Ozanam (1813-1853) viveu seus quarenta anos de vida intensamente, seus dez últimos anos como Confrade. Não vira que seu gesto de amizade se transformara em rede de caridade. 
Hoje, a SSVP, enredada no mundo continua o gesto do jovem Ozanam: partindo de uma rede de amizade, cria-se uma rede de caridade. 
Eis o que relembro aos confrades e consócias: uma Conferência vive da rede de amizade para espalhar a rede de caridade! 

«É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35). 

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Eudes Inacio, Cfd. 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

EDUCAÇÃO E CATEQUESE CATÓLICAS

Discipulus libros Magistri portat. 
(O discípulo leva os livros do Professor).

Educação e Catequese Católicas

É fato: foram relegadas a secundários planos uma educação ou catequese catedrática ou livresca em nossas paróquias, ao menos nos últimos dois decênios.
Sob alegações diversas, entre as quais a "o importante é a vivência, não a leitura", ou o "o espírito que conduzirá seu saber... ", ou até a ameaça "que adianta saber tanto e não viver...", relegamos aos jovens uma preguiça de ler e de saber. Matamos a sede deles não com Sabedoria, mas com um axioma que sugeria que a sede seria saciada sozinha.
Ainda hoje, uns tantos jovens se aventuram nas leituras e saberes que passam da Filosofia, da Política e da nossa Teologia, e são tachados por isso!
Ainda há uns que dizem: por que não leem a Bíblia? (sic!). Ora, quando na Catequese, tiveram receio de mandá-los e deles cobrar leituras sob pensamento que "jovens não gostam de ler..." (sic!) -  se atentassem para feiras de livros ou assemelhados, veriam o equívoco.
Sim! Jovens leem! Mas o medo de afastar da Catequese por parte do catequista, ou que este pareça rigoroso, ou medo de "parecer escola", tornou a Catequese um assunto fadado a breves reminiscências, quase esquecidas.
Uma Catequese rasa, medrosa, piegas, superficial ou ativista nos trouxe até aqui.
Seriam tempos de reflexão no que estamos fazendo?

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Eudes Inacio,
Catequista