sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Missa e a Pastoralidade

É muito comum em rodas de pastoralistas e liturgistas pastorais a pergunta do que fazer para as pessoas da comunidade participarem mais; gostarem mais da Missa; engajarem-se eclesialmente.
Daí, as ideias correm soltas e logo vêm as comparações com algumas atividades de protestantes: Ah, lá se faz isso, toca aquilo, e acontece aquilo lá... porque eles são assim, e eles agem daquele modo...
Essa criatividade me angustia!
Não seria mais apropriado culparem-se os pastoralistas e seus liturgos por tantas vezes, eles que se dizem fieis, criticarem a Missa e vociferarem a qualquer um que a Missa é chata, monótona, rubricista... 
Se se critica e assim ensinam que a Missa é chata, como então os que se achegarem gostarão?
Se os membros da comunidade eclesial ensinam que a Missa é chata, os neófitos assim aprenderão.
Se qualquer pastoralista ou membro do corpo eclesial se queixa da Missa, é por culpa sua. Pois, cabe a todo membro da comunidade catequizar e explicar o sentido do Culto ao Deus Altíssimo chamado de Missa.
Infelizmente, o que consta, é que muitos ignoram o que é um Culto a Deus; ignoram o que é o Santo Sacrifício da Missa; ignoram qual o papel de cada cristão na Missa.
Por estes motivos, dentre outros, a má vontade com sacerdotes que celebram a Missa sem exageros, sem enxertos, sem "acessórios". Estes sacerdotes são tachados de "rubricistas", de "romanos", de chatos...
O que está em moda é enfeitar, trazer "algo novo" na Missa... Algo novo!?... Aff...
O que é preciso é uma nova evangelização para que cada cristão ou neófito saiba o que é a Missa, uma vez que a Sacrosanctum Councilium (SC) afirma a centralidade da Missa e da necessidade da instrução de todo cristão.
Ajudem-se os sacerdotes, quer seculares quer religiosos, que já trabalham na vinha do Senhor, por todos os meios oportunos, a penetrarem cada vez melhor o sentido do que fazem nas funções sagradas, a viverem a vida litúrgica, e a partilharem-na com os fiéis que lhes estão confiados. Procurem os pastores de almas fomentar com persistência e zelo a educação litúrgica e a participação ativa dos fiéis, tanto interna como externa, segundo a sua idade, condição, gênero de vida e grau de cultura religiosa, na convicção de que estão cumprindo um dos mais importantes múnus do dispensador fiel dos mistérios de Deus. Neste ponto guiem o rebanho não só com palavras mas também com o exemplo.(SC. n.18-19)
 Como se vê, a nossa ignorância acelera nossa arrogância em dizer que se deve mudar antes mesmo de se conhecer bem. Afinal, são mais de 1000 anos de estruturação litúrgica para que qualquer um agora chegue à conclusão que está tudo errado, não é?

Que o Senhor nos ajude a evangelizar mais: com palavras, se necessário.

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Eudes Inacio, sJpVM
Catequista.

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