sábado, 11 de outubro de 2014

POR QUE VOCÊ PENSA ASSIM?

Nestes dias tão decisivos para nossa Nação, resolvi tecer alguns pensamentos sobre nossos posicionamentos frente a alguns argumentos. Resolvi descobrir a origem de algumas afirmações que outrora sequer imaginara. Pensamentos, afirmações, posicionamentos, certezas... Qual sua raiz ou quais suas origens?

Começo com umas afirmações sociais que não dizem respeito a si, mas aos outros. Vejamos:

Há quem diga que só pobres votam no partido que governa este País.
Há quem se diga contra esses "favelados" terem muitos filhos.
Há quem diga que os "favelados" só têm filhos para ganhar "bolsa isso" ou "bolsa aquilo".
Há quem se diga contrário a essas "bolsas".
Há quem diga que é melhor prender independentemente da idade.
Há quem se diga ser contra cotas.

Será que não há empresários beneficiados, políticos achegados aqui em Alagoas que desfilam ao lado da PRESIDENTE?
Será que é errado ter filhos? Afinal, quem decide a natureza é o dinheiro? Será que distribuímos os excessos com os mais necessitados? Será que filhos, filhos de gente, filhos de seres humanos, incomodam mais que os já existentes que são corruptos e os nada fraternos? Estaria o erro na procriação? Será confortável ser "favelado"? Seria uma opção sua ou minha ser "favelado" como forma de vida e sustento, porque é vantajoso receber "bolsas"? O que nos faz não querer ser "favelado-bolsista"? O que teríamos de melhor a ofertar para o "favelado"? Que será que nos faz melhores que os "favelados"?...

É justa a distribuição de renda no Brasil? É justo um político receber cem salários mínimos por ano? É justo um banco cobrar taxas de nossas contas quando eles são beneficiados e pagos para fazerem tal coisa? É justo esperar horas por serviço no banco para o que ele recebe antecipadamente? É justo um banco usar o dinheiro da poupança para pagar contas ou emprestar para que ele, o banco, tenha lucro e não reparta com o dono da poupança?

É liberdade pagar impostos e ser chamado de contribuinte, quando foi tributado sem consentimento seu? Acaso o governo pergunta quando aumenta preços ou especula valores aumentando o preço de bens de consumo? É justo pagar imposto de renda se tudo que se compra já tem impostos?

Por que alguns cargos podem ser acumulados e outros não? Por que se pode ser secretário e receber como vereador ou deputado? Por que um servidor administrativo não pode ter dois empregos públicos se sua renda é uma das menores e ele só trabalha trinta horas? Por que outras categorias podem trabalhar sessenta horas e os administrativos não?

Se o sistema prisional não recupera um por cento de seus detentos, para quê jogarmos lá os jovens? Onde estaria o erro: em quem não os educou ou no sistema prisional?

Acaso o Brasil é um País justo? É justo o governo dizer quantos filhos podem os cidadãos terem? Se todos os cidadãos são iguais, por que uns não podem exercer o que sua natureza já o presenteou?
Acaso o Brasil tem educação igualitária em todo seu território? Seria justo esperar numa fila parar obter determinado bem ou vantagem, mas ao chegar no fim, saber que o bem não existe e a vantagem é uma perda de tempo? Já pensou no jovem ou no pai de família que se mete numa escola por quinze anos numa "fila" que conseguirá adquirir conhecimentos para ser um profissional ou entrar numa faculdade e deparar-se que nada sabe, nada poderá fazer ante os seus concorrentes? Isso é a educação pública no Brasil. Essa é a constatação do jovem ao sair do Ensino Médio em uma escola pública. Seria igual a concorrência entre o que "viu o livro todo" e o que "num viu um capítulo inteiro"?

Seria justo o governo ter o poder de dizer o que é sua casa, onde fica, e onde você pode ir ou fazer?
Tem capacidade um governante e seus achegados de dizerem para cada cidadão o que lhes convêm: ter filhos ou não, sua propriedade ou não, é família ou não?

Reflexões... reflexões...

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