domingo, 14 de setembro de 2014

Eu te amo!



Te amo!
Não posso negar que te rejeito... mas te amo!
Eu vivo o duelo de te amar e rejeitar-te.
Abraçar-te é fardo:
Escalas minhas costas, pesas.
Os risos, os escárnios por causa de ti,
Quase sempre me fazem chorar:
Desejo esquecer-te
Ou, no mínimo, ignorar-te...
Já te maldisse; reclamei; esbravejei...
Não sei explicar-te:
Se te tomo, pesas;
Se te olho, rasgo-me de elogios,
Enamoro-te.
Franzo a testa ao pensar em ti,
Mas, ao ouvir sobre ti,
Meu coração dispara...
... Ah, ó doce peso!
Ó peso de descanso.
Oh duelo que me provoca a ir
E a ficar, sempre...
Sempre contigo,
Ó Cruz!

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Na Festa de Exaltação da Santa Cruz.