segunda-feira, 7 de julho de 2014

Do encontro marcado

Escutai, ó Senhor Deus, minha oração, atendei à minha prece, ao meu clamor. Dos confins do universo a vós eu clamo. Pois, ouvistes ó Senhor, minhas promessas e me fizestes tomar parte na herança daqueles que respeitam vosso nome.  Dos confins do universo a vós eu clamo. Sl 60 (61), 2-3a.6


Por que devemos rezar?

Apoiando-nos no que nos explica São Tomás de Aquino em sua Suma Teológica II-II, q. 83, a.2:


"[...] deve-se considerar que a providência divina não somente determina os efeitos, mas também de quais causas, e em que ordem são causados. Entre as múltiplas causas, há também as que são atos humanos. Donde ser necessário, não que os homens façam alguma coisa para, pelos seus atos, mudarem o que foi disposto pela providência divina, mas que, pelos seus atos, realizem alguns efeitos, segundo a ordem disposta por Deus. Isto acontece também nas causas naturais e algo semelhante na oração. Não oramos para mudar o que foi disposto pela graça divina, mas para que façamos o que Deus dispôs para ser realizado devido à oração dos santos. Por isso, escreve Gregório: "Pedindo, os homens mereçam receber aquilo que Deus onipotente determinou conceder-lhes desde a eternidade.

[...], portanto, deve-se dizer que não é necessário apresentar as preces a Deus para torná-Lo ciente dos nossos desejos ou indigências, mas para que nós mesmos consideremos que, nesses casos, se deve recorrer ao auxílio divino”.
Daí, falo:
O encontro com Jesus por meio da oração é meio de Salvação e obrigatório.
Rezar o Rosário, a Liturgia das Horas ou fazer a Lectio Divina não se trata de preciosismo ou coisa para quem tiver tempo ou disposição.
É obrigação! Deve o servo prestar contas ao seu Senhor e isto se faz pela oração, para que não pensemos nós que as palavras e as ações que nos dispomos a dar são nossas e o afago do povo de Deus sejam por mérito nosso.
É por causa de Cristo! É de Cristo todo elogio, todo afago e mérito. Nosso dever é prestar contas a Ele em oração, para que também Ele nos corrija e nos ensine a melhor desenvolver as ações do Evangelho, quer anunciando, quer por ações manuais.
Evita a soberba, o orgulho e a sedição quem se obriga a rezar. 

Torna-se tendencioso à egolatria ou à idolatria quem julga não ser necessário rezar ou alega não ter tempo para rezar.
Invalida as ações, por mais humanitárias que se possam dizer, quem as faz sem o olhar e o zelo da oração.
Portanto, obriguemo-nos à oração para que não nos tornarmos idólatras!


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Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria


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