sábado, 10 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014

UMA "DESMOCRACIA"

O Estado está longe de ser considerado como Nação, pois para esta definição necessitar-se-ia que houvesse um povo, ao menos com costumes e intenções de sê-lo.
Os cidadãos e cidadãs não têm amparo ético, moral, sequer político (à grega) para um ordenamento que nos permita dizer "somos". Vigora o "cada um por si".
Não há sentimento sequer de família, ou grupamento ordenado, porque a ordem estatal ou governamental é considerada, antes, uma repressão e inimiga do povo.
O caos. Vivemos o caos. Tempos de clãs; tempos de predadores; tempos de solidão. Este por conta do sentimento de não-pertença: ninguém é de ninguém! 
Um tempo em que é impróprio ou dificultoso falar na primeira pessoa do plural.
Acredito que para dizermos que "o homem é o lobo do próprio homem" (como afirmava Hobbes) deveríamos supor que houvesse, ao menos, uma matilha. Não o temos. É cada um por si. Sentimento este fomentado por uma economia individualista, consumista, utilitarista e sectarista fomentada pelos (des)governos de nossas Instituições Políticas.
Foi para isso que caminhamos com o modernismo? Foi para isso que rejeitamos e nos arroubamos em nossas universidades com augúrios de igualdade, fraternidade e liberdade?
Permanece Deus. A religião, tão primitiva forma de agregação -  tão criticada pela "Revolução Modernista" ou modernizante -, tem sido ainda o refúgio certo de homens e mulheres.
O Catolicismo é fiel. Criticado por seus dogmas e de ser alienante, ainda assim, é porto seguro contra um Estado que mata, desagrega e não assume suas próprias mazelas - o povo é sempre culpado!

Quem souber rezar, que reze!

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Eudes Inacio, sJpVM