terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CASO PEQUENO DENISSON ARTHUR


Ano passado, a mãe, usuária de drogas, entregou-lhe a um vendedor de picolés.
O vendedor de picolés tentou vendê-lo.

Entra em cena o Estado, pelo Conselho Tutelar, e o que fez?

Como Estado incompetente, devolveu o indefeso, o vulnerado, à família que o rejeitara.

Denisson Arthur foi morto por seus irmãos que, se não forem ajudados, estarão à mercê desse pensamento homicida enquanto viverem, estigmatizados.

O Estado é ainda a meretriz cafetona que arrenda seus filhos para poder se nutrir: nutre-se do desprezo, da fome, da ignorância de seus filhos.

Quem poderia ser preso? O poder do Estado que atuou neste caso, como se fosse "um caso como outro qualquer".

Miserável meretriz cafetona!
Tratas teus filhos e filhas com desdém.
Parasita-os, sulga e sulca-lhes.

Que fará a meretriz? Acusará a pobreza e o vício da mãe de Denisson Arthur.
Ou culpará o pai que saiu pra trabalhar, que já tinha dois filhos pré-adolescentes e a meretriz cafetona lhe mandou fazer das tripas coração pra cuidar do pequeno Arthur.
Ou culpará a meretriz aos dois meninos...

Nossa medíocridade me enoja!


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Eudes Inacio,
Assessor da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maceió

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