domingo, 27 de janeiro de 2013

O que os jovens esperam encontrar na Igreja?


Não um padre "garotão" ou um(a) ou freira ou coroa "garotão(ona)", o que é julgado como idiotice, cai-se no ridículo. Parceiro de jovem é um outro jovem.

Sim os jovens querem "ser", pertencer a um grupo, uma tribo. Querem estar no meio de outros jovens, pois a sua essência se contempla e completa em meio ao semelhantes.

Diversão, pizzaria, risadas, piadas, jogar uno ou futebol, falar do Facebook... Isso é característico dos jovens hodiernos.

Querem a verdade. Não gostam de enrolação. Por isso, não subestimemos os jovens, pois eles percebem quando quem fala não sabe ou não crê no que diz.

Que busca um jovem na Igreja? A Jesus, pois foi Este que o(a) chamou. 

Cabe à comunidade dos batizados acolher os convidados e oferecê-los o que foram buscar - Jesus.

Ora, se cremos que ao Senhor se aproxima quem o Pai permite e que o próprio Senhor é quem nos escolhe e não nós a Ele, então, se o jovem vai à Igreja, não nos é lícito falsear Jesus sob alegação de mostrarmos um "Cristo Jovem", pois o Senhor é o mesmo ontem, hoje e sempre, já o atraiu para a comunidade.(cf. Jo 15,16; 6,44; Hb 13,8)

Mostremos, pois, o Cristo! 

O Cristo no Sacramento, que convida ao Batismo - porta de entrada para a Comunidade dos filhos e filhas de Deus.
O Cristo da Liturgia que nos ensina pela Palavra e nos alimenta na caminhada com o Seu próprio Corpo e Sangue na Eucaristia.
O Cristo alegre dos jovens, não de uma alegria forçada, falseada, ou baseada em "curtições", mas tão sincera que é capaz de falar proibições e limitações para evitar exageros.
O Cristo "irmão mais velho" que os assessores e os padres e as freiras podem mostrar, porque na hora da dúvida o jovem não pergunta ao que ele julga saber menos ou tanto quanto ele, mas recorre aos mais velhos na Fé. (cf. Os 4,6a)

Dos jovens aos jovens, a face doce e alegre de uma comunidade de filhos e filhas de Deus, que ama, reza e sofre juntos, mas não sem acompanhamento. (cf. Jo 13,35)

Não sejamos ingênuos ao ponto de subestimar os jovens em sua ação evangelizadora, criativa e caritativa. Eles têm sede e fome e o Senhor nos impele a saciá-los a nós mesmos. (cf. Mt 14,15-16)

Aos catequistas, carinho, zelo e dedicação.
À PJ Paroquial atenção e coragem.
Aos neotéfilos e assessores, não desistais da missão que o Senhor lhes confiou.
Ao Padre, segurança apostólica que nos une num só corpo em Cristo Jesus.

Eudes Inacio, sJpVM
Assessoria da PJ Arquidiocese de Maceió.