domingo, 10 de novembro de 2013

RELIGIÃO MATA

A história ocidental está repleta de ocorridos de guerras envolvendo alegações de motivos religiosos.
Mas, será que religião só serve para produzir guerras e mortes?
Vejo umas pessoas postarem nas mídias sociais coisas do tipo: "Religião só serve para matar"; "Nunca se matou tanto quanto nas guerras provocadas por causa de religião"; ou "Religião serve de instrumento de governos para enganar e calar o povo..."; "Religião cega: quem segue religião é um alienado"; "O mundo seria melhor sem religião".
 Não vou chamá-las de ignorantes, mas pensar humanidade a partir do cristianismo é de uma preguiça de ler e estudar que saltam aos olhos!
Acaso o Império da China foi levantado por motivos religiosos? Nos Impérios assírio, persa, babilônico, egípcio, grego ou romano havia estandarte de religião? Os hunos, os godos ou os vikings pregavam religião?
Acaso as guerras não foram e são causadas por interesses de dominação territorial ou econômica (por recursos)?
Acaso os primeiros grupamentos humanos, os mais remotos - antropologicamente falando -, foram feitos sem menção a alguma divindade ou culto a seres metafísicos ou naturais?
Acaso nos séculos XI ou X a.C. se lutava por estandarte religioso? Ou será que a humanidade começou nas Cruzadas ou com Maomé ou na Reforma Protestante?
Já prestaram a atenção que quando se fala contra religião, basicamente fala-se contra as religiões abraâmicas? Que não se fala de matizes afro ou contra hinduísmo, xintoísmo, bramanismo ou masdaísmo?
Acaso não seria melhor que esses inimigos das religiões abraâmicas mudassem o discurso, ou será que têm preguiça de ler sobre as religiões não-abraâmicas?
As alegações de professores comunistas das universidades e seus fantoches nas escolas públicas - ambos monóticos culturais - que alegam alienação dos que creem e seguem uma religião, esquecem-se eles de ler outros livros que não da cultura socialista.
Esqueceram os professores que a cultura, a leitura, e textos dos que nos antecederam foram deixados e perpetuados por monges católicos que transcreveram muitas obras antiquíssimas?
Pode um comunista ou simpatizante acusar de alienação um religioso quando aquele mesmo considera tudo além ou contra Marx, Engels, Marcuse, Gramsci como "alienação"? Será que estes agora citados são "os gênios" ou o "suprassumo" da sabedoria humana?
Esquecem os críticos que a noção de Ética que temos foi elaborada por indivíduos religiosos?
Aos que creem e seguem uma religião aconselho a lerem, estudarem e a combaterem com argumentos e desmascararem esses bocados que só sabem falar mas não sabem ouvir. Dizem-se democráticos, mas se se critica a um deles e se for dito que o comunismo é um capitalismo com o chefe opressor com o nome de "salvador" ou de "democrático", logo são vorazes como um cruzado ou um skinhead.
Se se é democrático de fato, há de se respeitar os que não creem no socialismo.

+ + +

Eudes Inacio.
Catequista, Professor, Cristão.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Oração deste dia.

"Faço aquilo de que o homem tem necessidade: temer o julgamento divino, odiar o pecado, amar a virtude e invocar a Deus sem cessar". (Ancião do deserto)




Na aparência do cotidiano,
Me perco da essência
Encontro-me vacilante
Atendendo a carência

Não há proveito nulo
Apenas insanas delícias
Que robustecem o que é mal
Transformado amor em malícias

Cala-se o pulso do Espírito
O fluxo vital - a Oração
Retorna, minh'alma
Dá Amor a meu coração!

Oração deste dia.

"Faço aquilo de que o homem tem necessidade: temer o julgamento divino, odiar o pecado, amar a virtude e invocar a Deus sem cessar". (Ancião do deserto)




Na aparência do cotidiano,
Me perco da essência
Encontro-me vacilante
Atendendo a carência

Não há proveito nulo
Apenas insanas delícias
Que robustecem o que é mal
Transformado amor em malícias

Cala-se o pulso do Espírito
O fluxo vital - a Oração
Retorna, minh'alma
Dá Amor a meu coração!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

POR UMA JUVENTUDE LIVRE, FELIZ E CAPAZ (II)

Parte 2

Mas há uma proposta. O fomento da criação de grupos jovens, com acompanhamento de assessoria, tem grande significado. Os carismas surgem nos bancos de nossas igrejas, nas pracinhas, nas rodas de conversa: uma afinidade de dons.
Não se trata de movimentos de encontro, que alguns preferem, tornando o trabalho com as juventudes em “mono-carismas”. Por que temer a diversidade de carismas? Por acaso desconfia-se do Espírito que gera e dá os carismas?
De fato, nossa Igreja tem se preocupado com o mal das drogas na vida de tantos filhos e filhas de Deus vitimados por aquela manifestação diabólica da dependência química. Os jovens têm sido prioridade desde os documentos de Puebla até os de Aparecida, contudo, especialmente neste século XXI, não ecoam os documentos.
Os grupos de base, os grupos de jovens, os jovens com suas apresentações, seus risos e criatividade são realmente livres e felizes quando diante do Senhor. Nossos jovens estão sendo hipnotizados e empurrados a uma crença sem religião, a um Deus sem rosto e, infelizmente, os cristãos têm sido omissos ante o comprometimento com o testemunho que Cristo é o rosto de Deus e que a Religião é o fruto de quem tem Fé, que não há crença solitária, mas que existe a Fé para uma comunidade, porque quis assim o Senhor. Os grupos de base, os grupos jovens, são eficazes instrumentos cristãos preventivos para a libertação da juventude, inclusive das dependências químicas.
Aos críticos da ação pastoral da juventude, com o jovem sendo o “apóstolo do próprio jovem”, mostrem o que fazem pela juventude para torná-la de fato livre das redes midiáticas anticristãs que apregoam imoralidades e “anomia espiritual”. Aos céticos, a conversão e a total submissão de suas vontades aos desígnios de Jesus Cristo.

+ + + 
Eudes Inaico, sJpVM

quarta-feira, 10 de abril de 2013

POR UMA JUVENTUDE LIVRE, FELIZ E CAPAZ



(Parte 1)

Assombram-nos todos os dias os noticiários policiais, em especial, e as estatísticas governamentais e para-governamentais sobre as violências juvenis e o assassínio de jovens.
Em Alagoas, campeã de estatísticas perversas, a juventude tem sido exterminada com consentimento institucional e governamental. Na Capital alagoana, atual lugar onde um jovem tem o maior risco de morte no País, a olhos vistos, a omissão de uns e desrespeito e despreparo de outros promovem esta escalada ascendente. Aqui, o jovem é a caça, o acusado e considerado o causador dos infortúnios e mazelas sociais. Sim, em Maceió, ser jovem é ser problema. Ai de quem está na faixa entre 14 e 31 anos! Ai dos jovens pobres! Ai dos jovens pretos ou pardos! Ai dos jovens, ai dos jovens!
Neste País, ser jovem feliz é seguir as modinhas televisivas, comprar o máximo e trabalhar ao máximo para “ajudar a economia” da nação. Em Alagoas, ser um jovem feliz é conseguir sobreviver entre os encantos dos traficantes, dos aliciadores, e os estigmas policiais, que são estigmas institucionalizados por canais televisivos, por jornalistas, comentaristas, formadores de opinião e o própria máquina pública que, por ignorância ou total despreparo ou ampla maldade, veiculam todos os dias ideias que jovem “desvirtuado” deve ser morto.
Temos mais jovens presos em cadeias que em campinhos de barro, que em roda de amigos jogando piadas fora, que indo à Missa, ainda que para paquerar.
Nosso “progresso” tem verticalizado as casas, mas tem deixado os lares nas plantas-baixas; tem enriquecido pessoas e empobrecido famílias; tem permitido acesso ao mundo e negado acesso a nós mesmos.
E quanto à Igreja que está em Maceió? E quanto às nossas paróquias? Juventude cristã, cada vez mais, tem se tornado “artigo de luxo” em nossos bancos de igreja. Quando se pergunta o porquê deste fenômeno, os próprios membros da comunidade e até religiosos e sacerdotes são categóricos em culpar os próprios jovens e temê-los por perto. Sim, tem gente que tem medo de jovem por perto! Os grupos jovens são escassos, desmobilizados, antipáticos e se tenta ainda matá-los por inanição de atenção e até de espiritualidade. É fato: grupos são forçados a finalizarem seus trabalhos por incompetência, má vontade e até medo de se lidar com jovens. Porque julgam alguns que é mais fácil lidar com adultos – ainda que mal resolvidos psicologicamente, mas economicamente estabelecidos; que com jovens não resolvidos economicamente e emocionalmente. Sem esquecer dos lobos. Há quem goste de “grupão” único, para não ter trabalho com a diversidade. Há quem deixa os jovens todos soltos, para depois culpá-los por deslizes.
(continua)...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CASO PEQUENO DENISSON ARTHUR


Ano passado, a mãe, usuária de drogas, entregou-lhe a um vendedor de picolés.
O vendedor de picolés tentou vendê-lo.

Entra em cena o Estado, pelo Conselho Tutelar, e o que fez?

Como Estado incompetente, devolveu o indefeso, o vulnerado, à família que o rejeitara.

Denisson Arthur foi morto por seus irmãos que, se não forem ajudados, estarão à mercê desse pensamento homicida enquanto viverem, estigmatizados.

O Estado é ainda a meretriz cafetona que arrenda seus filhos para poder se nutrir: nutre-se do desprezo, da fome, da ignorância de seus filhos.

Quem poderia ser preso? O poder do Estado que atuou neste caso, como se fosse "um caso como outro qualquer".

Miserável meretriz cafetona!
Tratas teus filhos e filhas com desdém.
Parasita-os, sulga e sulca-lhes.

Que fará a meretriz? Acusará a pobreza e o vício da mãe de Denisson Arthur.
Ou culpará o pai que saiu pra trabalhar, que já tinha dois filhos pré-adolescentes e a meretriz cafetona lhe mandou fazer das tripas coração pra cuidar do pequeno Arthur.
Ou culpará a meretriz aos dois meninos...

Nossa medíocridade me enoja!


+ + +
Eudes Inacio,
Assessor da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maceió

domingo, 27 de janeiro de 2013

O que os jovens esperam encontrar na Igreja?


Não um padre "garotão" ou um(a) ou freira ou coroa "garotão(ona)", o que é julgado como idiotice, cai-se no ridículo. Parceiro de jovem é um outro jovem.

Sim os jovens querem "ser", pertencer a um grupo, uma tribo. Querem estar no meio de outros jovens, pois a sua essência se contempla e completa em meio ao semelhantes.

Diversão, pizzaria, risadas, piadas, jogar uno ou futebol, falar do Facebook... Isso é característico dos jovens hodiernos.

Querem a verdade. Não gostam de enrolação. Por isso, não subestimemos os jovens, pois eles percebem quando quem fala não sabe ou não crê no que diz.

Que busca um jovem na Igreja? A Jesus, pois foi Este que o(a) chamou. 

Cabe à comunidade dos batizados acolher os convidados e oferecê-los o que foram buscar - Jesus.

Ora, se cremos que ao Senhor se aproxima quem o Pai permite e que o próprio Senhor é quem nos escolhe e não nós a Ele, então, se o jovem vai à Igreja, não nos é lícito falsear Jesus sob alegação de mostrarmos um "Cristo Jovem", pois o Senhor é o mesmo ontem, hoje e sempre, já o atraiu para a comunidade.(cf. Jo 15,16; 6,44; Hb 13,8)

Mostremos, pois, o Cristo! 

O Cristo no Sacramento, que convida ao Batismo - porta de entrada para a Comunidade dos filhos e filhas de Deus.
O Cristo da Liturgia que nos ensina pela Palavra e nos alimenta na caminhada com o Seu próprio Corpo e Sangue na Eucaristia.
O Cristo alegre dos jovens, não de uma alegria forçada, falseada, ou baseada em "curtições", mas tão sincera que é capaz de falar proibições e limitações para evitar exageros.
O Cristo "irmão mais velho" que os assessores e os padres e as freiras podem mostrar, porque na hora da dúvida o jovem não pergunta ao que ele julga saber menos ou tanto quanto ele, mas recorre aos mais velhos na Fé. (cf. Os 4,6a)

Dos jovens aos jovens, a face doce e alegre de uma comunidade de filhos e filhas de Deus, que ama, reza e sofre juntos, mas não sem acompanhamento. (cf. Jo 13,35)

Não sejamos ingênuos ao ponto de subestimar os jovens em sua ação evangelizadora, criativa e caritativa. Eles têm sede e fome e o Senhor nos impele a saciá-los a nós mesmos. (cf. Mt 14,15-16)

Aos catequistas, carinho, zelo e dedicação.
À PJ Paroquial atenção e coragem.
Aos neotéfilos e assessores, não desistais da missão que o Senhor lhes confiou.
Ao Padre, segurança apostólica que nos une num só corpo em Cristo Jesus.

Eudes Inacio, sJpVM
Assessoria da PJ Arquidiocese de Maceió.