quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O MUNDO INSISTE EM FAZER DO MAL UM BEM

8*
 * José Inácio da Silva Filho

Em meio ao tempo santo e sagrado do natal de nosso Senhor Jesus Cristo, em meio à vida que cresce no seio da Virgem Maria, nosso modelo de serva, em meio à luz que brilha no presépio e nos traz um novo esplendor na noite escura e nas trevas deste mundo, resplandecendo a paz. Uma triste realidade mais uma vez se faz presente no meio de nós e somos obrigados, querendo ou não, a engolir de goela adentro por causa do baixo nível de programação de nossos meios de comunicações, mais uma edição do “big brother”. EM PLENO TEMPO SANTO E SAGRADO DO NATAL. Invadem nossos lares, nossas casas, nossas famílias, nossa PRIVACIDADE. Sem pedir licença, vai destruindo todos os nossos valores, conceitos, costumes e tradições. Como se não basta-se os ensinamentos das novelas, com seus maus exemplos de vida, que tomam conta de grande parte do horário da programação na televisão, passamos também a sermos bombardeados com mais hipocrisias e vulgaridades, sem falar na grande falta de vergonha na cara. Pessoas “selecionadas” nas diversas partes do Brasil, que por um período de tempo serão colocadas como nossos modelos de vida comunitária e indicadas como nossos heróis, vivendo confinadas em uma casa onde predomina no decorrer da trama as brigas, as discórdias, os partidos, as invejas, as ORGIAS, a idolatria e outras coisas mais que o Evangelho denomina como sendo obras da carne. Vivemos em uma democracia, em um País livre, é o que dizem. Tudo pode, tudo deve, tudo vale. Essa é a nossa geração, que insiste em se tornar PAGÃ. O EVANGELHO PERGUNTA: “QUANDO O FILHO DO HOMEM VIER, ENCONTRARÁ FÉ SOBRE A TERRA”? Em meio às trevas deste mundo, uma luz brilha e resplandece para os que são mansos e humildes de coração. Não foi para punir o mundo que Cristo veio na vinda primeira; anunciado por Gabriel, o Anjo, ele nasceu da virgem e não recusou o presépio. Veio trazendo a salvação aos povos, compadecendo do mundo que INSISTE EM FAZER DO MAL UM BEM. É hora de despertar do sono do pecado que leva a MORTE, não só do corpo, mas da alma também. Um novo sol já brilha, Jesus vem a nós como uma discreta chuva que cai sobre a relva e germina vida nova naqueles que abrem os corações. Vem envolto em faixas, reclinado numa manjedoura, suportando nossos pecados na cruz que é sinal de escândalo e sinal de salvação, sem recusar os desígnios do Pai, para nos abrir as portas do céu. A graça de Deus se manifesta trazendo paz, amor e esperança aos homens de boa vontade. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as imundícies, obras do mal, como a libertinagem, a sensualidade demasiada e as paixões mundanas. NÃO DEVEMOS ABUSAR DA LIBERDADE QUE NOS FOI CONCEDIDA, devemos nos despojar do homem velho e nos revestir do homem novo criado a imagem e semelhança de Deus, vivendo neste mundo com total sobriedade, equilíbrio e consciência do que somos e para onde vamos. Enfim, libertos das culpas, fruto de nossas MALÍCIAS, possamos todos no céu e aqui na terra, gozar da eterna misericórdia daquele que VEIO, que VEM e que VIRÁ revestido de majestade, coberto num manto de justiça e luz, cercado de glória e de uma multidão de Anjos, não para ser julgado, mas para SUBMETER TODA HUMANIDADE À SUA REALEZA.

* Candidato ao Diaconato Permanente da Arquidiocese de Maceió.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

NO RITMO DOS MONGES

Sobre o porquê de se razar Laudes: também prática obrigatória dos Monges e oblatos beneditinos.

"(...) Mas a beleza do sol nascente torna-se o símbolo da Ressurreição de Jesus,
na qual toda a nossa escuridão foi vencida.
Ao alvorecer, o coração humano se abre para louvar a Deus,
pois não está preso nos sonhos noturnos
ou nos sentimentos depressivos da noite.
 
Sente antes aquilo que o salmista canta:
"Se de tarde sobrevém o pranto, de manhã vem a alegria" (Sl 30[29],6b).

Com o Salmo 92(91),1ss, rezamos:
"É belo louvar o Senhor e cantar a teu nome, ó Altíssimo,
anunciar de manhã o teu amor, e tua fidelidade durante a noite".(...)"
                               NO RITMO DOS MONGES. Anselm Grün. Ed. Paulinas

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

OBLATO BENEDITINO I

Caríssimos, deter-me-ei em fazer colóquios sobre a Santa Regra de São Bento (RB), e a fazer catequeses com os textos do livro de São Gregório - Segundo Livro dos Diálogos - sobre São Bento.

Comecemos:


Prólogo de São Gregório Magno ao Segundo Livro dos Diálogos

“(...)Houve um varão de vida venerável, Bento tanto pela graça quanto pelo nome, que desde a infância possuía um coração maduro. Superior, pelo seu modo de proceder, ao verdor da idade, a nenhuma volúpia entregou seu coração, e assim, enquanto se achava nesta terra, da qual por algum tempo pudera gozar livremente, desprezou, como já murchas, as flores do mundo.
“Oriundo de nobre estirpe da província de Núrsia, fora encaminhado a Roma para o estudo das belas letras. Vendo, porém, muitos nesses estudos rolarem pelo despenhadeiro do vício, recolheu logo o pé que quase pusera no limiar do mundo, no temor de que, tocando algo da sua ciência, viesse também ele a despenhar-se por inteiro no tremendo abismo.
“Desprezando, pois, tais estudos, deixou a casa e os bens paternos, e, no desejo de agradar somente a Deus, procurou o santo hábito do monaquismo. Retrocedeu, assim, doutamente ignorante e sabiamente insensato.(...)."

O jovem Bento parte para Roma para estudar. Mas o que vê? Que havia em Roma que o fez desistir?
Ora, Roma, - como nossa cidade Maceió é -, era muito permissiva. Os romanos eram dados à devassidão, aos vícios, à prostituição, ao homossexualismo... à libertinagem e liberalidade. 

Quis Bento "essa cultura"? Não. Renegou-a.

Seus pais, certamente, que o haviam enviado e pago seus estudos, decepcionaram-se com sua atitude:  "recolheu logo o pé que quase pusera no limiar do mundo", opção esta que mostrava seu interesse de "desejo de agradar somente a Deus".

E eu? Tenho coragem de abrir mão da ciência deste mundo?
Ou eu flerto com esta cultura de sexo sem limites, de aborto, de violência, de assassínio, de corrupção?

Tiro eu o pé da devassidão? Torço para que os outros pecadores morram?

Como mostro, se mostro, minha preferência exclusiva por Deus e Seus preceitos?  

Rezo, então: 

 De todo o coração eu vos procuro; 
não permitais que eu me aparte de vossos mandamentos.  
Guardo no fundo do meu coração a vossa palavra, 
para não vos ofender.
Sede bendito, Senhor; ensinai-me vossas leis. 
Meus lábios enumeram todos os decretos de vossa boca.
Na observância de vossas ordens eu me alegro, 
muito mais do que em todas as riquezas.
Sobre os vossos preceitos meditarei, 
e considerarei vossos caminhos.
Hei de deleitar-me em vossas leis; 
jamais esquecerei vossas palavras.
Concedei a vosso servo esta graça: 
que eu viva guardando vossas palavras. 
(Salmo 118, 10-17)

Senhor, aonde eu irei,
Se somenteVós tendes Palavras de vida eterna?(João 6,68)


 + 
PAX



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

“A oração, como o palpitar do coração”

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA



09 de dezembro de 2011

Se de verdade desejas ser alma penitente - penitente e alegre -, deves defender, acima de tudo, os teus tempos diários de oração - de oração íntima, generosa, prolongada -, e hás de procurar que esses tempos não sejam quando calhar, mas a hora certa, sempre que te seja possível. Não cedas nestes detalhes. Sê escravo deste culto cotidiano a Deus, e eu te asseguro que te sentirás constantemente alegre. (Sulco, 994)

Como vai a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de conversar mais com Ele? Não lhe dizes: mais tarde te contarei isto, mais tarde conversarei sobre isto contigo?

Nos momentos expressamente dedicados a esse colóquio com o Senhor, o coração se expande, a vontade se fortalece, a inteligência - ajudada pela graça - embebe em realidades sobrenaturais as realidades humanas. E, como fruto, surgem sempre propósitos claros, práticos, de melhorar a conduta, de tratar delicadamente, com caridade, todos os homens, de nos empenharmos a fundo - com o empenho dos bons esportistas - nesta luta cristã de amor e de paz.

A oração se torna contínua, como o palpitar do coração, como o pulso. Sem essa presença de Deus, não há vida contemplativa; e, sem vida contemplativa, de pouco vale trabalhar por Cristo, porque, se Deus não edifica a casa, em vão trabalham os que a constroem.

Para se santificar, o simples cristão - que não é um religioso, que não se separa do mundo, porque o mundo é o lugar do seu encontro com Cristo - não precisa de hábito externo nem de sinais distintivos. Seus sinais são internos: a presença de Deus constante e o espírito de mortificação. Na realidade, uma coisa só, porque a mortificação nada mais é que a oração dos sentidos. (É Cristo que passa, 8-9)