sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Da Nossa Unicidade

Nossa Igreja, rica em carismas e de ações pastorais - das mais diversificadas possíveis -, não se atém a meros detalhes e parte sempre em direção à vontade do Senhor, o Seu chamado e ao Seu envio.

Foi nesse ímpeto que o Concílio Vaticano II fora convocado: ir em socorro das almas, ir ao Cristo numa humanidade transformada por ações múltiplas, excludentes, desumanas. A Igreja partiu em busca do homem.
Partiu (a Igreja) a socorrer, amparar, dialogar; tornar-se próxima ao homem moderno. Ela não se acanhou em ouvir, e ouvir muito, o espírito desse homem moderno. A Igreja não se entrincherou: partiu para as ações pastorais mais diversificadas possíveis, sempre confiante n'Aquele que fizera o envio: o Cristo!

A Mãe Igreja resolveu olhar pro mundo; abriu-se ao mundo; inculturou-se.
No campo do diálogo inter-religioso, não foi mesquinha no esforço em ver (ainda que a duros custos) o que nos (cristãos) une em outras denominações religiosas.

Nossas ações pastorais deram orientações generosas ao sistema político de nosso país, uma vez que religiosos, sacerdotes e juventude (Ação Católica) formaram a base de decisões que privilegiavam o povo pobre, humilhado.
A Igreja olhou para sua Alma, a Liturgia. Ela aproximou o sagrado do povo leigo, crendo firmemente que, traduzindo textos para o vernáculo, fazendo cantos "mais dançantes", permitindo danças, deixando seus sacerdotes se vestirem "descaracterizados", (...), traria o povo para o seio da Liturgia. Isso tudo feito, mas o povo não se tornou mais santo.

O partir para inculturação, na maioria das vezes, não levou (e não leva nos moldes atuais) o povo à santificação por causa do Cristo; antes, houve clericalização do povo e alto grau de crendices e superstições, por causa da relativização catequética. Ao invés de se afirmar e firmar Cristo Cabeça, atribuiu-se às superstições e crendices "divinização" - do tipo, "deus está em tudo...".

Aos moldes protestantes, onde dois, três se reuniam, já se formava uma nova seita, já que ali se encontraria Jesus também (sic!).

Suscitou o Espírito Santo a Renovação Carismática Católica. O Espírito urgia em abrasar os corações, pois o povo de Deus tem sede de Deus, e já que tudo era "o social", o povo partiu em busca de Deus na Igreja, pois já não O viam mais - ao menos, não O reconheciam mais na Igreja. 

Sabemos dos embates travados para a aceitação da RCC nas paróquias, quase como os temos com as Novas Comunidades. Era o novo. É o novo! Se é aceito pela Sé, vem de Deus e para o proveito do povo remido pelo Cordeiro.

Quem olhar atentamente para dentro de nossa Igreja, perceberá que grupos de homens e mulheres piedosos encontraram na permissão da Santa Sé para celebração da Liturgia um novo (e de sempre) jeito de se preencher de Deus: cantos em gregoriano (em Latim), comungam de joelhos (conforme aconselha o Papa Bento XVI em seu livro "Introdução ao Espírito da Liturgia"), são menos gesticulares, (...). É o de sempre, e sempre novo. É a nossa Igreja: não renega a Pedro e seus ensinamentos que já perpassaram tantos João, Paulo, João Paulo, Pio, Bento, Gregório...

Somos, por causa de Cristo, única!

Amo minha Igreja! Só sendo Dom de Cristo para permanecer, pois Ele mesmo permanece!

Eudes Inacio, sJpVM.
servo de Jesus pela Virgem Maria.

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