sábado, 29 de outubro de 2011

“Há mil maneiras de orar”

29 de outubro de 2011
TEXTO DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

Católico, sem oração?... É como um soldado sem armas. (Sulco, 453)

Meu conselho é que, na oração, cada um intervenha nas passagens do Evangelho, como mais um personagem. Primeiro, imaginamos a cena ou o mistério, que servirá para nos recolhermos e meditar. Depois, empregamos o entendimento para considerar este ou aquele traço da vida do Mestre: seu Coração enternecido, sua humildade, sua pureza, seu cumprimento da Vontade do Pai. Depois, contamos-lhe o que nos costuma ocorrer nessas matérias, o que sentimos, o que nos está acontecendo. É preciso permanecermos atentos, porque talvez Ele nos queira indicar alguma coisa: e surgirão essas moções interiores, o cair em si, essas reconvenções.

Há mil maneiras de orar, digo-vos novamente. Os filhos de Deus não necessitam de um método, quadriculado e artificial, para se dirigirem a seu Pai. O amor é criativo, engenhoso; se amamos, saberemos descobrir caminhos pessoais, íntimos, que nos conduzam a esse diálogo contínuo com o Senhor.


Se fraquejarmos, acudiremos ao amor de Santa Maria, Mestra de oração; e a São José, nosso Pai e Senhor, a quem tanto veneramos, que foi quem neste mundo mais conviveu com a Mãe de Deus e - depois de Santa Maria - com o seu Filho Divino. E eles apresentarão a nossa fraqueza a Jesus, para que a converta em fortaleza. (Amigos de Deus, 253-255)



“Pela oração se chega ao esquecimento próprio”

28 de outubro de 2011
TEXTO DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

A maior parte dos que têm problemas pessoais, “têm-nos” pelo egoísmo de pensar em si próprios. (Forja, 310)

Cada um pode encontrar, se quiser, a sua própria senda para este colóquio com Deus. Não gosto de falar de métodos ou de fórmulas, pois nunca fui amigo de espartilhar ninguém: ao animar a todos a aproximar-se do Senhor, tenho respeitado cada alma tal como é, com as suas características próprias. Peçamos-lhe que introduza os seus desígnios na nossa vida: não apenas na cabeça, mas também no cerne do coração e em toda a nossa atividade exterior. Posso assegurar que, deste modo, pouparemos grande parte dos desgostos e das penas do egoísmo, e nos sentiremos com forças para difundir o bem à nossa volta. Quantas contrariedades desaparecem, se interiormente nos colocamos bem próximos desse nosso Deus, que nunca nos abandona! Renova-se com diferentes matizes o amor que Jesus tem pelos seus, pelos enfermos, pelos paralíticos, e que o faz perguntar: - O que é que te acontece? - Acontece-me... E imediatamente luz ou, pelo menos, aceitação e paz.

Ao convidar-te para estas confidências com o Mestre, refiro-me especialmente às tuas dificuldades pessoais, porque a maioria dos obstáculos à nossa felicidade nasce de uma soberba mais ou menos oculta. Julgamo-nos de um valor excepcional, com umas qualidades extraordinárias; e, quando os outros não pensam o mesmo, sentimo-nos humilhados. Aí está uma boa oportunidade para recorrer à oração e para retificar, com a certeza de que nunca é tarde para mudar de rota. Mas é muito conveniente começar essa mudança de rumo quanto antes. (Amigos de Deus, 249)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

“Senhor, não sei fazer oração!”

24 de outubro de 2011
 
TEXTO DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

 
Escreveste-me: “Orar é falar com Deus. Mas de quê?” - De quê? DEle e de ti: alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas!; e ações de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te - ganhar intimidade! (Caminho, 91)

Como orar? Atrevo-me a garantir, sem receio de me enganar, que há muitas maneiras de orar: infinitas, poderia dizer. Mas eu quereria para todos nós a autêntica oração dos filhos de Deus, não o palavreado dos hipócritas, que ouvirão Jesus dizer-lhes: Nem todo aquele que diz: Senhor!, Senhor!, entrará no reino dos céus. Os hipócritas podem conseguir talvez o ruído da oração - escrevia Santo Agostinho -, mas não a sua voz, porque aí falta vida e está ausente o afã de cumprir a Vontade do Pai. Que o nosso clamar - “Senhor!” - se una ao desejo eficaz de converter em realidade as moções interiores que o Espírito Santo nos desperta na alma.

Nunca me cansei, e, com a graça de Deus, nunca me cansarei de falar de oração. Por volta de 1930, quando se aproximavam deste sacerdote, então jovem, pessoas de todas as condições - universitários, operários, sãos e enfermos, ricos e pobres, sacerdotes e leigos -, que procuravam acompanhar o Senhor mais de perto, sempre lhes dava este conselho: Rezem! E se algum deles me respondia: Nem sequer sei como começar, recomendava-lhe que se colocasse na presença do Senhor e lhe manifestasse a sua inquietação, a sua aflição, com essa mesma queixa: Senhor, não sei! E, quantas vezes!, naquelas humildes confidências se concretizava a intimidade com Cristo, uma relação assídua com Ele. (Amigos de Deus, 244)

domingo, 23 de outubro de 2011

“Meditação - Tempo certo e a hora certa”

23 de outubro de 2011
 
TEXTO DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVA
 
Meditação. - Tempo certo e a hora certa. - Senão, acabará adaptando-se à nossa comodidade: isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz. (Sulco, 446)

É preciso vencer, se por acaso a notamos, a poltronaria, o falso critério de que a oração pode esperar. Não adiemos nunca para amanhã essa fonte de graças. O tempo oportuno é agora. Deus, que é espectador amoroso de todo o nosso dia, preside à nossa íntima prece. E tu e eu - volto a garantir - temos de confiar-nos a Ele como nos confiamos a um irmão, a um amigo, a um pai. Dize-lhe - eu lho digo - que Ele é toda a Grandeza, toda a Bondade, toda a Misericórdia. E acrescenta: Por isso quero enamorar-me de ti, apesar de serem tão toscas as minhas maneiras, apesar destas minhas pobres mãos, gastas e maltratadas pelo pó das azinhagas da terra.

Que não faltem no nosso dia alguns momentos dedicados especialmente a conviver com Deus, a elevar até Ele o nosso pensamento, sem que as palavras tenham necessidade de assomar aos lábios, porque cantam no coração. Dediquemos a esta norma de piedade o tempo suficiente; à mesma hora, se possível. Ao lado do Sacrário, fazendo companhia Àquele que ficou entre nós por Amor. E se não houver outro remédio, em qualquer lugar, pois o nosso Deus está de forma inefável na nossa alma em graça. (Amigos de Deus, 246-249)

sábado, 22 de outubro de 2011

“Deus nos conduz sem pausas”

22 de outubro de 2011
 
TEXTO DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

Enquanto há luta, luta ascética, há vida interior. Isso é o que nos pede o Senhor: a vontade de querer amá-Lo com obras, nas coisas pequenas de cada dia. Se venceste no que é pequeno, vencerás no que é grande. (Via Sacra, 3ª Estação, n° 2)

Devo prevenir-vos acerca de uma cilada que Satanás - esse não tira férias! - não se dedigna de armar, para nos arrancar a paz. Acontece que podemos passar por momentos em que se insinue a dúvida, a tentação de pensar que estamos retrocedendo lamentavelmente, ou de que quase não avançamos; até ganha forças a convicção de que, não obstante o empenho por melhorar, pioramos.
 
Lembrai-vos de que a Providência nos conduz sem pausas, e não regateia o seu auxílio - com milagres portentosos e com milagres pequeninos - para levar avante os seus filhos.

Militia est vita hominis super terram, et sicut dies mercenarii, dies eius, a vida do homem sobre a terra é milícia e os seus dias transcorrem sob o peso do trabalho. Ninguém escapa a esse imperativo, nem mesmo os comodistas que relutam em reconhecê-lo: desertam das fileiras de Cristo e afadigam-se em outras contendas para satisfazerem a sua poltronaria, a sua vaidade, as suas ambições mesquinhas; andam escravos dos seus caprichos.

Renovai todas as manhãs, com um serviam! decidido - Senhor, eu te servirei! -, o propósito de não ceder, de não cair na preguiça ou no desleixo, de enfrentar os afazeres com mais esperança, com mais otimismo, bem persuadidos de que, se formos vencidos em alguma escaramuça, poderemos superar esse baque com um ato de amor sincero. (Amigos de Deus, 217)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

“Urge cristianizar a sociedade”

19 de outubro de 2011
 

TEXTO DE SÃO JOSEMARIA
 
Tal como quer o Mestre, tu tens de ser - bem metido neste mundo, em que nos toca viver, e em todas as atividades dos homens - sal e luz. - Luz que ilumina as inteligências e os corações; sal que dá sabor e preserva da corrupção. Por isso, se te faltar ímpeto apostólico, far-te-ás insípido e inútil, lograrás os outros e a tua vida será um absurdo. (Forja, 22)

Não nos criou o Senhor para construirmos aqui uma Cidade definitiva, porque este mundo é caminho para o outro, que é morada sem pesar. No entanto, os filhos de Deus não devem desinteressar-se das atividades terrenas, em que Deus os coloca para santificá-las, para impregná-las da nossa fé bendita, a única que traz verdadeira paz, alegria autêntica às almas e aos diversos ambientes. Esta tem sido a minha pregação constante desde 1928: urge cristianizar a sociedade; levar a todos os estratos desta nossa humanidade o sentido sobrenatural, de modo que todos nos empenhemos em elevar à ordem da graça os afazeres diários, a profissão ou o ofício. Desta forma, todas as ocupações humanas se iluminam com uma esperança nova, que transcende o tempo e a caducidade do que é mundano. (Amigos de Deus, 210)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Reverência na oração.

 Da Regra de São Bento.

CAPÍTULO 20 - Da reverência na oração
 
[1] Se queremos sugerir alguma coisa aos homens poderosos, não ousamos fazê-lo a não ser com humildade e reverência; [2] quanto mais não se deverá empregar toda a humildade e pureza de devoção para suplicar ao Senhor Deus de todas as coisas? [3] E saibamos que seremos ouvidos, não com o muito falar, mas com a pureza do coração e a compunção das lágrimas. [4] Por isso, a oração deve ser breve e pura, a não ser que, por ventura, venha a prolongar-se por um afeto de inspiração da graça divina. [5] Em comunidade, porém, que a oração seja bastante abreviada e, dado o sinal pelo superior, levantem-se todos ao mesmo tempo.

http://www.osb.org.br/regra.html#CAP%C3%8DTULO%2020%20- 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“A maior revolução de todos os tempos”

13 de outubro de 2011
TEXTO DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

Se nós, os cristãos, vivêssemos verdadeiramente de acordo com a nossa fé, produzir-se-ia a maior revolução de todos os tempos... A eficácia da corredenção depende também de cada um de nós! - Medita nisto. (Sulco, 945)

Sentir-te-ás plenamente responsável quando compreenderes que, em face de Deus, só tens deveres. Ele já se encarrega de conceder-te direitos! (Forja, 946)

Um pensamento que te ajudará nos momentos difíceis: quanto mais aumentar a minha fidelidade, melhor contribuirei para que os outros cresçam nesta virtude. - E é tão atraente sentirmo-nos sustentados uns pelos outros! (Forja, 948)

Corres o grande perigo de conformar-te com viver - ou de pensar que deves viver - como um “bom menino”, que mora numa casa ordenada, sem problemas, e que só conhece a felicidade. 

Isso é uma caricatura do lar de Nazaré: Cristo, justamente porque trazia a felicidade e a ordem, saiu de lá para propagar esses tesouros entre os homens e mulheres de todos os tempos. (Forja, 952)

       http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19123

sábado, 15 de outubro de 2011

“Que nunca deixe de praticar a caridade”

15 de outubro de 2011
 

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA
 
Não é compatível amar a Deus com perfeição e deixar-se dominar pelo egoísmo - ou pela apatia - no relacionamento com o próximo. (Sulco, 745)

A verdadeira amizade implica também um esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhar nem a aceitá-las. (Sulco, 746 )

Nunca permitas que cresça a erva ruim no caminho da amizade: Sê leal. (Sulco, 747)


Um propósito firme na amizade: que nos meus pensamentos, nas minhas palavras, nas minhas obras para com o próximo - seja ele quem for -, não me comporte como até agora; quer dizer, que nunca deixe de praticar a caridade, que jamais dê passagem na minha alma à indiferença. (Sulco, 748)


A tua caridade deve adequar-se, ajustar-se, às necessidades dos outros...; não às tuas. (Sulco, 749)


Filhos de Deus! Eis uma condição que nos transforma em algo mais transcendente do que em pessoas que se suportam mutuamente. Escuta o Senhor: "Vos autem dixi amicos!" - somos seus amigos, que, como Ele, dão com gosto a sua vida pelos outros, nas horas heróicas e na vivência diária. (Sulco, 750)

       http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19126

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

“A maior revolução de todos os tempos”

13 de outubro de 2011
TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA
Se nós, os cristãos, vivêssemos verdadeiramente de acordo com a nossa fé, produzir-se-ia a maior revolução de todos os tempos... A eficácia da corredenção depende também de cada um de nós! - Medita nisto. (Sulco, 945)

Sentir-te-ás plenamente responsável quando compreenderes que, em face de Deus, só tens deveres. Ele já se encarrega de conceder-te direitos! (Forja, 946)

Um pensamento que te ajudará nos momentos difíceis: quanto mais aumentar a minha fidelidade, melhor contribuirei para que os outros cresçam nesta virtude. - E é tão atraente sentirmo-nos sustentados uns pelos outros! (Forja, 948)


Corres o grande perigo de conformar-te com viver - ou de pensar que deves viver - como um “bom menino”, que mora numa casa ordenada, sem problemas, e que só conhece a felicidade. 


Isso é uma caricatura do lar de Nazaré: Cristo, justamente porque trazia a felicidade e a ordem, saiu de lá para propagar esses tesouros entre os homens e mulheres de todos os tempos. (Forja, 952)


http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19123 

“Orar é o caminho para atalhar todos os males”

11 de outubro de 2011
  TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA

 
Orar é o caminho para atalhar todos os males que sofremos. (Forja, 76)

A oração - lembra-te disto - não consiste em pronunciar discursos bonitos, frases grandiloqüentes ou que consolem...

Oração é às vezes um olhar a uma imagem do Senhor ou de sua Mãe; outras, um pedido, com palavras; outras, o oferecimento das boas obras, dos resultados da fidelidade...

Como o soldado que está de guarda, assim temos nós que estar à porta de Deus Nosso Senhor: e isso é oração. Ou como o cachorrinho que se deita aos pés do seu amo.

- Não te importes de Lhe dizer: - Senhor, aqui me tens como um cão fiel; ou melhor, como um jumentinho, que não dará coices a quem lhe quer bem. (Forja, 73)

A tua oração não pode ficar em meras palavras: deve ter realidades e conseqüências práticas. (Forja, 75)


O heroísmo, a santidade, a audácia, requerem uma constante preparação espiritual. Aos outros, sempre darás somente aquilo que tiveres; e, para lhes dar Deus, tens de cultivar o trato com Ele, viver a sua Vida, servi-Lo. (Forja, 78)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA DA MÃE APARECIDA

Ó Virgem a quem veneramos
com piedade enternecida
e a quem alegres chamamos
Aparecida!

Quem poderia narrar
o teu amor sempre novo
e as graças que concedeste
ao nosso povo?

Por tantas e tantas graças
bem mereces a coroa
com que a fronte te cingimos,
ó Mãe tão boa!

As agruras desta vida
sofrendo com paciência,
possamos gozar no céu
tua clemência.

Ao Deus uno e trino glória
e todo louvor convém;
só ele governa o mundo
e o céu. Amém.


Leitura breve Is 61,10-11
Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas jóias. Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações. 




(liturgiadashoras.org)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PENSAMENTOS...

"As armadilhas de palavras têm suas celas no cérebro. Somente as chaves da leitura podem soltar as amarras. Somente a Fé pode livrar das ciladas. E somente o Amor visita os cativos."
+ + +
Eudes Inacio, sJpVM
 

“Santo, sem oração?”

10 de outubro de 2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA
Se não procuras a intimidade com Cristo na oração e no Pão, como poderás dá-Lo a conhecer? (Caminho, 105)

Escreveste-me e te compreendo: “Faço todos os dias o meu "pouquinho" de oração. Se não fosse isso!...” (Caminho, 106)
 
Santo, sem oração?!... - Não acredito nessa santidade. (Caminho, 107)

Dir-te-ei, plagiando a frase de um autor estrangeiro, que a tua vida de apóstolo vale o que valer a tua oração. (Caminho, 108)

Desejo que o teu comportamento seja como o de Pedro e o de João: que consideres na tua oração, para falar com Jesus, as necessidades dos teus amigos, dos teus colegas..., e que depois, com o teu exemplo, possas dizer-lhes: "Respice in nos!" - olhai-me! (Forja, 36)

Conta o Evangelista São Lucas que Jesus orava... Como seria a oração de Jesus!
 
Contempla devagar esta realidade: os discípulos convivem com Jesus Cristo e, nas suas conversas, o Senhor ensina-lhes - também com as ações - como devem orar, e o grande portento da misericórdia divina: que somos filhos de Deus, e que podemos dirigir-nos a Ele, como um filho fala com seu Pai. (Forja, 71)

Ao empreenderes cada jornada para trabalhar junto de Cristo e atender tantas almas que O procuram, convence-te de que não há senão um caminho: recorrer ao Senhor.
 
- Somente na oração, e com a oração, aprendemos a servir os outros! (Forja, 72)

       http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19117

domingo, 9 de outubro de 2011

Uma Caridade Perfeita. E existe outra?

Conversava com um colega que me falava que todas as segundas-feiras se ajuntava a outros com seus 10 automóveis para distribuírem lençóis, sopa, café, água e "cestas básicas" para os que vivem nas drogas. Falava vultosamente de quantidades e da coragem de sua benéfice.

Falei-lhe da dificuldade em acolher àqueles e àquelas que ficam nas ruas sob o jugo das drogas.

Confessou-me que sabia que muitos dos que eram (e estão sendo) ajudados, vendiam a cestas para o consumo de drogas; coisa igual faziam com os lençóis.

Adverti-o desta ação que não promovia a melhora daqueles e daquelas. 

Resumiu-se a dizer que: "eu faço a minha a parte..."

Está aí a questão:
Melhora em quê o ser humano, se você der sopa à noite e materias que ele possa vender e consumir drogas? Muitos daqueles, passam o dia praticando delitos e à noite são alimentados IRRESPONSAVELMENTE.

Irresponsavelmente porquê os que os alimentam não se preocupam se eles serão melhores, apenas "fazem sua parte". Como disse o colega: "... é o destino deles..."

Ajudar o próximo sem lhe dar o ESSENCIAL que é CRISTO, não o liberta, não o faz feliz. Antes, só satisfaz o ego de quem "faz a sua parte"!

Ações semelhantes fazem os que pertencem à seita do espiritismo. Sob pretexto de que os dependentes estão "predestinados" à situação escravizante da droga, apenas dão a eles "sobrevivência", não libertação, não vida.

Isso não é Caridade.

Nós só somos realmente livres em Cristo; só temos Vida em Cristo.

Não podemos nos falsear com essas "caridades" irresponsáveis: dar o pão sem Cristo, é manter sobrevivente o escravo para ser escravo.

Ações pastorais de socorro imediato devem manter a atenção para o Cristo. Toda a ação pastoral em que Cristo não é citado nem a Ele é remetida a ação, é "egolatria". O personagem não é Cristo, mas o(a) "caridoso(a)" que faz a sua parte.

Ensina-nos São Vicente de Paulo:

"Temos que atribuir a Deus qualquer bem que resulte de nossas ações, do contrário, deveríamos atribuir a nós todo o mal que ocorre na comunidade"

“Para as coisas de Deus, confio no meios humanos tanto como no diabo”.
 [frases colhidas em: http://misionesvicentinas.blogspot.com]

Explique-se, daí,...

A centralidade e unicidade de Cristo, pois somente d'Ele e n'Ele podemos dar frutos.

É falsa e ludibriante, digo até, maléfica a ação de "caridade" que não liberta, ou seja, que não tem Cristo.

Ações que prendem o homem à sua própria vontade, fazendo-o pensar que basta ele querer e assim será, torna este mesmo homem idólatra e algoz de si e de outros.

Este mundo não basta. Ao menos aos cristãos, não! Pois, se confiamos n'Aquele Chagado, devemos nos ater à Sua Promessa das moradas na Casa do Pai, que não é aqui, mas no Reino d'Ele que não é deste mundo.

Aos feridos pela "nóia", somente a "Metanoia" (palavra grega μετάνοια, que significa mudança de vida, conversão, arrependimento) pode gerar frutos de vida; em Cristo, Vida em abundância - a Vida eterna!

Ao mesmo Chagado, rogo minha "metanoia", minha conversão.

+ + +

Eudes Inacio, sJpVM.
servo de Jesus pela Virgem Maria.
 

“Um tempo de meditação diária”

09 de outubro de 2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA
Se és tenaz em assistir diariamente a umas aulas, só porque ali adquires uns conhecimentos... muito limitados, como é que tens constância para freqüentar o Mestre, sempre desejoso de ensinar-te a ciência da vida interior, de sabor e conteúdo eternos? (Sulco, 663)

Que vale o maior homem, ou o maior galardão da terra, comparados com Jesus Cristo, que está sempre à tua espera? (Sulco, 664)

Um tempo de meditação diária - união de amizade com Deus - é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência. (Sulco, 665)


Os namorados não sabem dizer adeus um ao outro: acompanham-se sempre. Tu e eu, amamos assim o Senhor? (Sulco, 666)


Não observas como muitos dos teus companheiros sabem demonstrar grande delicadeza e sensibilidade, no seu trato com as pessoas que amam: a namorada, a mulher, os filhos, a família...? 


- Tens que dizer-lhes - e exigir isso de ti mesmo! - que o Senhor não merece menos: que O tratem assim! E aconselha-os, além disso, a continuarem com essa delicadeza e essa sensibilidade, mas vividas com Ele e por Ele, e alcançarão uma felicidade nunca dantes sonhada, também aqui na terra. (Sulco, 676)

       http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19116

Uma questão de santidade

"Compreendi que na perfeição havia muitos graus e que cada alma era livre no responder às solicitações do Nosso Senhor, no fazer muito ou pouco por Ele, numa palavra, no escolher entre os sacrifícios que exige. Então,como nos dias de minha primeira infância exclamei: "Meu Deus, escolho tudo!" Não quero ser santa pela metade. Não me faz medo sofrer por vós, a única coisa que me dá receio é a de ficar com minha vontade. Tomai-a vós, pois "escolho tudo" o que Vós quiserdes!" 
(Santa Teresinha.)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Da Nossa Unicidade

Nossa Igreja, rica em carismas e de ações pastorais - das mais diversificadas possíveis -, não se atém a meros detalhes e parte sempre em direção à vontade do Senhor, o Seu chamado e ao Seu envio.

Foi nesse ímpeto que o Concílio Vaticano II fora convocado: ir em socorro das almas, ir ao Cristo numa humanidade transformada por ações múltiplas, excludentes, desumanas. A Igreja partiu em busca do homem.
Partiu (a Igreja) a socorrer, amparar, dialogar; tornar-se próxima ao homem moderno. Ela não se acanhou em ouvir, e ouvir muito, o espírito desse homem moderno. A Igreja não se entrincherou: partiu para as ações pastorais mais diversificadas possíveis, sempre confiante n'Aquele que fizera o envio: o Cristo!

A Mãe Igreja resolveu olhar pro mundo; abriu-se ao mundo; inculturou-se.
No campo do diálogo inter-religioso, não foi mesquinha no esforço em ver (ainda que a duros custos) o que nos (cristãos) une em outras denominações religiosas.

Nossas ações pastorais deram orientações generosas ao sistema político de nosso país, uma vez que religiosos, sacerdotes e juventude (Ação Católica) formaram a base de decisões que privilegiavam o povo pobre, humilhado.
A Igreja olhou para sua Alma, a Liturgia. Ela aproximou o sagrado do povo leigo, crendo firmemente que, traduzindo textos para o vernáculo, fazendo cantos "mais dançantes", permitindo danças, deixando seus sacerdotes se vestirem "descaracterizados", (...), traria o povo para o seio da Liturgia. Isso tudo feito, mas o povo não se tornou mais santo.

O partir para inculturação, na maioria das vezes, não levou (e não leva nos moldes atuais) o povo à santificação por causa do Cristo; antes, houve clericalização do povo e alto grau de crendices e superstições, por causa da relativização catequética. Ao invés de se afirmar e firmar Cristo Cabeça, atribuiu-se às superstições e crendices "divinização" - do tipo, "deus está em tudo...".

Aos moldes protestantes, onde dois, três se reuniam, já se formava uma nova seita, já que ali se encontraria Jesus também (sic!).

Suscitou o Espírito Santo a Renovação Carismática Católica. O Espírito urgia em abrasar os corações, pois o povo de Deus tem sede de Deus, e já que tudo era "o social", o povo partiu em busca de Deus na Igreja, pois já não O viam mais - ao menos, não O reconheciam mais na Igreja. 

Sabemos dos embates travados para a aceitação da RCC nas paróquias, quase como os temos com as Novas Comunidades. Era o novo. É o novo! Se é aceito pela Sé, vem de Deus e para o proveito do povo remido pelo Cordeiro.

Quem olhar atentamente para dentro de nossa Igreja, perceberá que grupos de homens e mulheres piedosos encontraram na permissão da Santa Sé para celebração da Liturgia um novo (e de sempre) jeito de se preencher de Deus: cantos em gregoriano (em Latim), comungam de joelhos (conforme aconselha o Papa Bento XVI em seu livro "Introdução ao Espírito da Liturgia"), são menos gesticulares, (...). É o de sempre, e sempre novo. É a nossa Igreja: não renega a Pedro e seus ensinamentos que já perpassaram tantos João, Paulo, João Paulo, Pio, Bento, Gregório...

Somos, por causa de Cristo, única!

Amo minha Igreja! Só sendo Dom de Cristo para permanecer, pois Ele mesmo permanece!

Eudes Inacio, sJpVM.
servo de Jesus pela Virgem Maria.