domingo, 10 de julho de 2011

Vida Eclesial: com ou sem Deus?

Caros amigos que me acompanham nesta via,

a Paz!

Têm me deixado inquieto algumas leituras que faço, no intuito de conhecer mais sobre nossa Fé.

Recebi a Revista Vida Pastoral, Julho / Agosto - Revista nº 279. Ano: 52 - 2011. O artigo de Pe. Marlson Assis de Araújo (pp. 26-33) que tem como título "Os ambientes midiáticos do catolicismo plural e fragmentado nas televisões católicas" me chamou atenção.

Neste artigo ele discorre sobre as televisões católicas no Brasil, por sinal, uma boa resenha - não artigo - que faz uma análise crítica, quase imparcial - digamos!

O que me chamou atenção, então? É que o referido propositor do artigo usa termos como Tipologias Católicas: tradicional (ou tradi-institucional), pentecostal ou mariano; e diz que cada tipo de televisão compreende determinada eclesiologia" (p. 28). Diz ainda que o chamado catolicismo tradicional "não implica uma opção consciente dos fiéis". (p. 30)

Não me considero "bom" em análises textuais, mas como busco estudar quando não sei de algo, critico tal propositor do artigo por tomar conceitos de um único autor (Camargo, 1973), pois aí parece uma resenha de um únioco autor (Libanio, 1999), não um artigo propriamente tido como tal.

Além do mais, cita Pe. Libanio (1999) como "referencial", pois cita as páginas 13, 14 a 47, 69 a 131. Bem, se o artigo fala de mais de 90 páginas de um determinado livro (Libanio, J.B. Cenários da Igreja. São Paulo. Loyola,1999), não dá pra ser algo analítico de determinado assunto, pois é "caótico", ou monóptico.

Ainda mais quando o mesmo autor do livro, referindo-se ao mesmo assunto tratado no referido artigo - "modelos de eclesiologia", é também autor das seguintes frases:


"Foi necessário esperar o Concílio Vaticano II para que esse modelo fosse superado no sentido hegeliano de ir para a frente, retendo os elementos válidos e fundamentais e negando sua negatividade para alcançar um modelo mais rico e integrado: o modelo Povo de Deus"

"... A seu serviço está a hierarquia. Está jogada a grande cartada eclesiológica. Estabelece-se a base laical da Igreja."

"... Depois do Concílio Vaticano II já não tem sentido manter o modelo hierárquico, mas sim construir o modelo Povo de Deus..."


[http://www.missiologia.org.br/cms/ckfinder/userfiles/files/42Modelos%20eclesiologicos.pdf]
[http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20070122092537&lang=bra]


Além destes "detalhes", deixam-me estarrecido como se fala do que é de Deus sem se falar na Sua intervenção.
 

Escrevem coisas da Igreja como se Ela fosse sem Deus, só com vontade humana e por esta guiada. (sic!)

É verdade, temos que tomar cuidado com o que lemos, mesmo que sobre e da Igreja.


+ + +


Eudes Inacio, sJpVM

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