segunda-feira, 18 de julho de 2011

A MISSA COMO CULTO.

Caros amigos que me vêm acompanhando neste blog,

Pax Domini!



Gostaria de tratar da vida eclesial referente ao Culto da Santa Missa e a participação (se é que podemos chamar "assistir à Missa" de participar...) de pessoas mal catequisadas, de pessoas alheias à Fé, de pessoas alheias ao Credo, de pessoas inimigas da Fé, de pessoas inimigas do Credo e de pessoas sequer batizadas.
O Culto que é a Missa não é, nem de longe, semelhante a um culto praticado por protestantes. E qualquer aproximação, ainda que por boa intenção, por parte de sacerdotes ou leigos é perniciosa.
Ora, recordemos que é a Missa:
"A Santa Missa é o Sacrifício da Nova Lei, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, no qual são oferecidos a Deus o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, sob as aparências de pão e de vinho." 
"... é uma prolongação perene e incruenta (sem derramamento de sangue) do mesmo Sacrifício do Calvário."
"(...) se distinguem seis atos principais, nos quis procurarei tomar parte, associando-me ao sacerdote celebrante que realiza o Santo Sacrifício em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote:
1º) Rezar. (...)
2º) Escutar. (...)
3º) Oferecer. (...)
4º) Sacrificar. (...)
5º) Comungar. (...)
6º) Agradecer. (...)"
"FINALIDADES DA SANTA MISSA
1) Adorar e cultuar a Deus, nosso Criador e Pai (sacrifício latrêutico).
2) Aplacar a sua justiça e obter misericórdia (sacrifício propiciatório).
3) Dar-Lhe graças pelos benefícios recebidos (sacrifício eucarístico).
4) Pedir-Lhe favores e graças (sacrifício impetratório)"

(Missal Dominical. 4ª ed. Ave Maria, 1965).
[este livrinho é de uma riqueza, não acham?]

 Pelo exposto acima, dá-se a lição que qualquer pessoa, mesmo que batizada, deve ter, ao menos, noção dos seis atos principais de sua estada no templo durante a Missa. Além de que deve estar ciente das finalidades da Santa Missa.

Além do que já disse o Papa Pio XII na Encíclica Mediator Dei (n. 73):
"É necessário, pois, veneráveis irmãos, que todos os fiéis tenham por seu principal dever e suma dignidade participar do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato íntimo com o sumo sacerdote, como diz o Apóstolo: 'Tende em vós os mesmos sentimentos que Jesus Cristo experimentou' (Fl 2,5), oferecendo com Ele e por Ele, santificando-se com Ele."


Não é um "louvorzão" ou uma "festança" de ação de graças, nem muito menos uma "confraternização". É um sacrifício de qualidades latrêutica, propiciatória, eucarística e impretatória. Portanto, não é um "oba-oba" dominical.
Lembremo-nos do culto dos profetas de baal (cf. 1Re 18, 21-39) que costumavam gritar, pular até retalharem-se para ver se o deus deles os ouvia. E tomemos cuidado a nós para não fazermos isso a Deus! Elias já indagava até quando mancariam os que tinham duas pernas...


Que quero dizer? Que Missa não é lugar para começar uma relação próselita (ou pastoral) com jovens nem adultos. Missa é ação para os admitidos, convertidos, fiéis cristãos. A Igreja, como mãe, já tem este discernimento com os catecúmenos: os ainda não batizados não podem participar da Missa.
Lembremos o que diz a Constituição Sacrosanctum Concilium (n. 9):

"A sagrada liturgia não é a única atividade da Igreja, pois, antes de ter acesso à liturgia é preciso ser conduzido à fé e se converter. 'Como invocar se não crêem? Como crer, se não ouvem? Como ouvir, sem pregador? Como haverá pregação sem missão?'(Rm 10,14‑15)."

Pois então: "... antes de ter acesso à liturgia é preciso ser conduzido à Fé e se converter." Digo mais: faz-se necessário primeiro o Querigma (o anúncio) - pois não se pode crescer a Fé se nem sequer tem uma; após, deve vir a Catequese - para firmar os conceitos e preceitos. Não devemos "catolizar" sem primeiro cristianizar uma pessoa.
Se para catecúmenos, conforme o Ritual de Iniciação Cristã para Adultos (RICA) deve haver um pré-catecumenato, uma iniciação à iniciação, por que teriam direito a participar das Missas quem leva vida de pagão-batizado?

Não podemos admitir à Igreja e sua Sagrada Liturgia quem despreza a Igreja, o Magistério e aos preceitos evangélicos.

[continuarei] 

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