quarta-feira, 13 de julho de 2011

DO TRABALHO PASTORAL

Caros amigos e irmãos que acompanham neste blog.


Ainda sobre a Revista Vida Pastoral (edição julho-agosto 2011, ano 52 - 279), li o artigo do Pe. Bakker, que discorria sobre pastoral e foi, foi, foi até Darwin (p. 12), dizendo que a natureza evolui e que "é preciso abrir nossa pastoral à criatividade do Espírito" (p. 12); elogia o pastor protestante que é inculto, mas casado e trabalha que lhe dá crédito "pregar com maior liberdade sua fidelidade ao Espírito"  - e elogia os protestantes pois eles não têm estrutura clerical (p. 15) - e pensar que ele sacerdote (sic!). Tudo isso para justificar o que ele vai dizer na mesma página que celibatários leigos ou leigas casados deveriam ter acesso ao ministério ordenado (p. 15).


Meu conselho àquele padre autor é: VÁ SER PROTESTANTE! Já que os acha tão bons.


Eis o que Pe. Bakker insinua: uma teologia nova por causa de uma pastoral nova. (sic!)


Muitos "inculturadores" pastorais pensam e  afirmam isso. Dedicam-se a fazer com que a teologia se adapte à cultura do povo, pois a teologia como Verdade, "a 'verdade' é sempre a verdade de alguém que julga de acordo com os critérios de seu tempo e lugar" (p. 09) - bonito, não? Mas é veneno! - pois, "...Será que chegou a hora de soltar as amarras do 'barquinho de Pedro'...?"


Para "teólogos" como este, a Verdade evolui, é temporal e é situacional, também. Taí uma mania e erro recorrente nestes tempos: querer adaptar a teologia ao que o povo entende e gosta. Certo isso? Não! A ação pastoral vem da Teologia do Altar e não podemos submetê-La às pastorais inculturadas.


Esquecem-se tais teólogos que é por causa do Altar (da Liturgia, da Igreja, de Cristo) que há a necessidade pastoral. Cristo atrai para si toda a criação, todos os povos.


Ora, é absurdo pensar que toda vez que nos aproximarmos de um povo com sua cultura, teremos que ter uma nova "teologia inculturada" para atrair este povo. Para mim, tal ação é falsidade, traição a Cristo, gestação de heresia. Como já escrevi aqui neste blog, muitas atitudes pastorais deixam a Verdade em Si falseada, para ensinar floreios, enfeites, exemplos, que se tornam na "nova verdade".

Que pastoral é essa que valoriza tanto o que o povo pensa, gosta e "curti" que trai o Seu Senhor? Para que pastorear se não for para colocar todos os povos sob os cuidados do mesmo Pastor, o Bom Pastor?


Que Teologia seria essa que não se sustenta, mas que "muda" conforme o povo, o tempo e a situação? Como o Cânon da Verdade se este mais se parece um caniço rachado, emendado onde chega e quando chega?


Uma pastoral eficaz não nega seu Pastor. Nem o ridiculariza acusando-o de esquisito sob qualquer forma. Quem pensa e age assim não é agente de pastoral, mas agente da separação, do que divide.


O modo de fazer pastoral pode variar contanto que não traia os Princípios Evangélicos e à Igreja de Cristo.


É criminosa contra o povo a ideia e ação de culto melhor que a Missa. Apesar das severas críticas e declaradas ogerizas, a Santa Missa ainda é o lugar e estado fim de todo pastoreio. Se não for para atrair para o Banquete, para que convidar? Além do mais, que culto podemos prestar melhor, como criaturas - ainda que em espírito e verdade - ao Altíssimo que o corpo e o sangue de Seu Filho, que é Deus?


Uma liturgia participativa é mais por disposição interior que cantos e rodas no meio da assembleia. Fazer com que o povo melhor participe da Missa é instruí-lo do Santo Sacrifício de Cristo - e isso é assunto de Catequese!


Entristece-me ver padres falando de Cristo como se fossem colonizados e não catequizados. Falam do Cristo na terceira pessoa - como apenas um conhecido de que se ouviu falar. Seria um complexo americano tratar de tudo que ganhamos dos europeus como se fossem presentes de grego?


Preciso rezar mais para entender a pastoral dos dias atuais.


Christo nihil praeponere!


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Eudes Inacio, sJpVM

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