quarta-feira, 6 de julho de 2011

Algumas Considerações sobre o Espírito Santo

Caros amigos que me acompanham neste blog,

Como eu já havia postado anteriormente, gostaria de tecer considerações do como algumas pessoas, com má fé ou por ignorância ou por preguiça ou por rebeldia à disciplina, costumam agir e assim ensinar verossimidades sobre o Espírito Santo ou relativo a Ele.

Por exemplo, "os repousos no Espírito" no Documento 53 da CNBB (n. 66), de 1994 já se preconizava que se evitasse tal repouso, por ser necessário discernimento e aprofundamento sobre tal ato. Pois é! Este Documento é de 1994 e parece que leram e esqueceram ou, simplesmente ignoraram - por rebeldia, talvez (espero que não!).

Este mesmo Documento 53, ainda pede que se evite o uso de termos como ministérios, por exemplo, para que não haja confusão com o Ministério de Cristo e de Sua Igreja e os ministérios reconhecidos, os confiados, os instituídos e os ordenados (cf. Documento 62 CNBB, n. 87).

Que acontece: alguns, dizendo-se sob inspiração da Terceira Pessoa, criam - isso mesmo, criam! - e se apropriam de termos da Igreja, como se fora seus, os ministérios de intercessão, de cura, de música,... Sobre este último, por vezes tenho encontrado resistência com alguns jovens que tocam alguns instrumentos e se agrupam e logo se dizem "ministério de música X". Não. Não é bem assim! Quando ignoram, é compreensível, mas ao resistirem à instrução, para mim, tornam-se culpados. Blindam-se sob a égide da "ação do Espírito" sobre como permissividade a fazerem o que querem e negligenciarem o estudo e a técnica.

Continua o Documento, no número 49, pedindo que se evite associar ações de sentimentos e emoções, alimentando um clima que enfatiza a dimensão subjetiva da experiência da Fé. Por isso, alguns acham que quando tocam ou cantam algo que fazem o outro chorar, pensa-se logo que é a "ação do Espírito Santo", e se metem a tocar músicas intimistas que falam de perda, dor, conversão, etc. para continuarem a "unção".

Ainda há os que se dizem "renovados" que teimam que seu jeito de ser Igreja é que é o certo - (que dizer então dos 2.000 anos que os antecederam?), que insistem que seu carisma é que deve ser a "salvação" da Igreja, porque o Espírito é que tá na moda. (sic!). E mais: falam ainda, quais protestantes, de "Batismo no Espírito", que seria uma "confirmação" (sic!). Estes que dizem isto, devem ler o que diz o Doc 53, nn. 20 e 55.

Quem ler este Documento 53 poderá dizer que se dirige à RCC, porém, basta-lhe um olhar mais atento no número 04 do mesmo e perceberá a quem se dirige tal Documento.

Deixo claro para todos que não sou anti-RCC, para o bem de nossa instrução. Sou cristão e, portanto, não acredito que a ação do Espírito seja exclusiva, temporária ou parcial na Igreja. 

[Corrijam-me, por favor, os teólogos ou os mais instruídos sobre o assunto.]

É assim que creio. Não acredito que o Espírito fala para determinado movimento, pastoral ou grupo, mas à Igreja; não acredito que o Espírito falou, mas fala à Igreja - Ele é atemporal; nós, temporais -; por fim, não acredito que o Espírito revele parte ou partes da Verdade - acredito que nossa percepção é que vai se aprimorando e se acomodando (e acomodando a) à Verdade Revelada. Por estas razões, também, não creio em "neopentecostes",  pois se, pensando como os teólogos que afirmam o surgimento da Igreja no Pentecostes há 2.000 anos, que surge, então, neste "neopentecostes", uma "nova igreja"? Ainda mais que, acreditando ser uma nova mensagem, teria sido parcial a mensagem dada aos Apóstolos? Ou, temporal?

[Mais uma vez, peço humildemente, que eu seja corrigido em caso de erro].

Por esta razão, não posso ter ogeriza por qualquer movimento, pastoral ou grupo. À exceção dos que se opõem notadamente contra a sã Doutrina da Igreja e ao Magistério; quanto a estes, sequer são Igreja para que eu os possa levar em conta.

Qualquer ideia que surja que seja contrária ao Evangelho ou à Igreja - em seu Magistério e Tradição, por si, é anátema, não vem de Deus. O Espírito é de unidade, não de dispersão, nem de confusão: na Babel, buscou-se alcançar os céus sem Deus e houve confusão por não falarem a mesma língua; no Pentecostes, nasce a Igreja porque falavam diversas línguas mas o Espírito fazia com que cada um compreedesse na respectiva linguagem.

Caros irmãos, evitemos nós o subterfúgio de estarmos sob a ação do Espírito Santo e não nos dedicando à instrução, ao estudo e à leitura da Sagrada Escritura. (cf. 1Tm 4,13).



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Eudes Inacio, sJpVM.
servo de Jesus pela Virgem Maria.

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