domingo, 26 de junho de 2011

DA FIGURA À FORMA

Caros amigos, saudades deste espaço.

Blogueiros e amigos que me acompanham neste espaço, gostaria de partilhar alguns raciocínios sobre nossas palavras e linguagens cotidianas, especialmente no meio cristão eclesial.

Talvez estranhem o título, mas logo espero fazê-los entender o porquê.

Comecemos com nossa vontade pastoral de "exemplificar", "tornar fácil a compreensão", "melhorar a comunicação", "aproximar o diálogo" (ou discurso), "inculturar", ou qualque coisa que lhe valha.

É reconhecida nossa intenção, nossa vontade de fazer uma aproximação catequética - especialmente catequética! Já que esta é a principal fonte de formação cristã. (cf. Rm 10,17)

Preocupamo-nos tanto em fazer-se entender e exemplificar, com palavras do cotidiano do ouvinte, que damos nova conotação à Verdade, ao fato em si. E, a cada interpeleção de pedido por novo exemplo ou explicação melhor, aumentamos o leque de palavras novas sobre a Verdade ou fato.

Então, qual o erro por esta ação? Sim, temos boa vontade!

E lembremos que falamos português, uma língua rica em sinônimos oficiais e extra-oficiais também.

Vejamos um exemplo: a Eucaristia! Cristo se reúne com seus amigos, prepara-se uma refeição, todos se felicitam, confraternizam e Cristo pede que se faça em memória d'Ele. (cf. Lc 22,8-20) E os cristãos o fazem aos domingos (cf. At 20,7; 1Cor 16,2), nos lares deles mesmos (cf. At 2.46; 5,42; 8,3; 12,12).

Li um livro (que não farei propaganda) que, baseado nisso aí acima, divulgou um churrasco na casa de um amigo, no dia de domingo e CONOTAVA que isso era eucaristia. Pois bem, está aí: convite, amigos, comida, dia de domingo - eucaristia?

Talvez, a intenção dos autores fosse aproximar do quotidiano do seu possível público - dado a churrascos, certamente, a mensagem do Evangelho.

Daí, podem me auguir que mal há nisso. Ora, sou testemunha de muitos catecúmenos, catequisandos, crismandos,... cristãos que, quando perguntados sobre a Eucaristia, respondem de pronto: "é uma refeição!"

Está aí o clássico exemplo de um exemplo que assumiu o lugar da Verdade em si. E pior: muitas vezes, quando se percebe a falta da Verdade do fato em si, tenta-se ensinar a verdade, mas parece só mais um exemplo que é difícil de assimilar. E o aprendiz prefere o exemplo fácil já fixado. O fato em si, a Verdade, virou estranho ensinamento. = Desconstruir para reconstruir.

Nossa vontade Pastoral não prescinde a Verdade em si, o Evangelho e o Magistério. Se ainda não compreendemos bem algum ensinamento, vamos aos estudos, ad fontes

Aconselho a menor quantidade de exemplos e o maior conhecimento da Verdade para que seja ensinada a sã doutrina da Igreja - remédio para alma ferida e caminho para alcançar a Graça do Cordeiro. Se não for possível evitar os exemplos, que ao menos se afirme sempre a verdade em si, o fato, reiteradamente, e sempre corrigindo o emprego único do exemplo como forma do Ensino.


+ + +
Feliz  por voltar a postar no Blog,

Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria.

Um comentário:

Rick Pinheiro disse...

SEJA BEM VINDO, MEU IRMÃO!!!

O bom blogueiro ao seu blog retorna!!!!

Estavámos todos com saudades do Eudes Comenta.

Olhe,estou com um blog exclusivo com temas voltados a evangelização.

Acesse, seja seguidor e, se quiser, como vc fez com o outro, coloque-o na lista de seus blogs.

Estou rezando e esperando ansiosamente o nascimento de Petrus. Que Nossa Senhora do Bom Parto, conceda a Poly um parto abençoado.

Abraços!! Fik c Deus!!!!