quinta-feira, 31 de março de 2011

ROUBOS E ASSASSINATOS POR COMIDA

Caros leitores, transcrevo na íntegra o texto do jornalista Ricardo Mota, de seu blog no dia 30 de março 2011.
Ele escreve como que inspirado... como alguém que se dói ante a mediocridade dos governantes e a hipocrisia dos que os elegem.

Eles são mais do que ladrões – são assassinos
(blog.tudonahora.com.br/ricardomota)
 
Em um estado, o nosso, em que mais da metade a população apenas sobrevive, chamar os que roubam o dinheiro da merenda escolar de ladrões é apenas elogiá-los.

Repito: em um estado com pouco mais de três milhões de habitantes, registrando uma pobreza de 900 mil pessoas, que se somam a 760 mil miseráveis, os tais a quem nos referimos acima devem ser tratados por assassinos, homicidas, ou – talvez a melhor definição: latrocidas – aqueles que matam suas vítimas depois de roubar.

E é o que de fato acontece. Crianças que não têm o que comer morrem de inanição ou de doenças provocadas pela subnutrição. Não são poucos, também, os adolescentes que deixam as escolas porque lá não encontram um ambiente saudável, com uma alimentação que os satisfaçam – caem no mundo, nas drogas, nos crimes e, finalmente, no caixão de defunto. Não é só por isso, mas é por isso, também.

Quanto à essa gente podre, sem escrúpulo, que embolsa o dinheiro público, parco, escasso, para viver de prazeres e orgias merece o destino dos grandes bandidos que se encontram, hoje, nos presídios de segurança máxima.

Agora, quem são eles? A Polícia Federal já indiciou vários acusados em Alagoas pelo mesmo crime: roubo do dinheiro da merenda escolar. O que acontece desde 2004 – e já por três vezes.

Mas se não há julgamento, não há culpados. Só vitimas: as crianças e adolescentes que as estatísticas das mortes por assassinato não vão contabilizar. Os seus homicidas não serão assim, jamais, identificados e ainda serão beneficiados pela hipocrisia nossa de cada dia.


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Quase chorei ao ler o texto de Ricardo Mota, por suas implicações e verdade.
Como é triste perceber que crimes como este dão punição nenhuma; que os calhordas e as cínicas sorriem no ato da prisão - certeza da impunidade!
Advogados sem-vergonhas os defenderão e serão pagos com o dinheiro que roubaram.
Parentes políticos buscarão regalias para eles em Brasília: lembra da Gabiru?
Não têm escrúpulos. São perversos, maus. 

O vício e erro se apoderaram de suas razões e então nenhuma luz pode entrar em suas consciências. Chorarão, talvez, mas por causa de haverem sido pegos, não pela dor que causaram aos outros.
É a face da mediocridade humana sem Deus, sem percepção de que somos uma comunidade única, de meninos pobres e filhos de fazendeiros ricos - de bochechas rosadas pelo sol e a boa nutrição às custas do suor do caboclo sem perspectiva além da de cuidar dos animais dos "sinhozinhos".
Nossa miserável Alagoas com bandidos governantes e mantenedores da "ordem" de hipocrisia, que sobrevive na base do "você sabe com quem está falando?".
Nossa comunidade está sem Deus. Sim, nós matamos Deus: de dentro de nós, de dentro das famílias, de dentro de nossas instituições políticas.
Nossos políticos ainda julguam dinheiro público como dinheiro sem dono.Guiamo-nos a nós por nós mesmos. O "eumesmismo" prevalece.
Quando vemos os jovens se matando no interior (com Arapiraca, Pilar, Palmeira - entrando na rota do assassinato) pensamos: "onde está Deus?". Ora, matamo-LO. Deus virou figura de linguagem - metafórica, propriamente.
Os desígnios éticos e morais cristãos cada vez mais são apagados de nosso meio.
Nossos mandamentos agora são:
Um olho no peixe, outro no gato;
Aqui se faz, aqui se paga; (só se for pobre!, esclareço)
O mundo é dos mais espertos;
Ai dos sabidos se não fossem os bestas;
Cada macaco no seu galho;
Na terra dos cegos, que tem um olho é rei; (se cegos forem os analfabetos, imaginem a continuação...)



Caríssimos, ou voltamo-nos aos valores, à fonte, ou vai ser "um deus nos acuda", "é cada um por si", "se não sair da frente, eu passo por cima"...



Cristãos, uni-vos!


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Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria

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