domingo, 13 de março de 2011

Fórum de Conteúdo I - Trabalho infantil: fator de risco para a violência e para o uso de álcool e outras drogas

(Do curso pela UFSC - Prevenção ao uso indevido de drogas - Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias - 3ª Edição)

Existem diversas formas de exploração da mão de obra infantil, com ou sem finalidade de lucro, tais como o trabalho doméstico, o trabalho em lixões e no narcotráfico. Esse problema aumenta a fragilidade das crianças e dos adolescentes frente a vários fatores de risco, como a violência e o uso de drogas. Para que possamos refletir e buscar soluções viáveis para essa questão, é preciso que as redes se fortaleçam.

[Minha postagem]
Questões como prevenção, punição e inserção das vítimas na sociedade estão sendo amplamente discutidas, assim como alterações em dispositivos da lei ultrapassados e documentos internacionais que estão sendo criados e recriados.Os pilares que sustentam as redes de exploração sexual são: a oferta (fruto da vulnerabilidade sócio-econômica e psicológica da vítima) e a demanda (o cliente, aquele que se beneficia pela impunidade e até mesmo por uma cultura machista).Para que uma criança e adolescente se desenvolva de forma saudável e tenha garantido seus direitos previstos na lei é importante que ela tenha estrutura e apoio, proporcionados por núcleos como a família, a escola e a sociedade. Quando um desses núcleos falha, as consequências são muito graves, principalmente se for a família, pois o ambiente protetor é fundamental para a criança e o adolescente, que sem esta linha de proteção ficam vulneráveis. Nem mesmo a rede formada por CREAS, CRAS, da Sec. Municipal de Assistência Social, Secretarias de Saude e de Educação, do CMAS e do Conselho Tutelar, toda essa rede não é contenedora da desestruturação familiar.
Aqui em Maceió, toda essa rede "é furada". Por vezes, diante da exploração por parte familiares, perguntamo-nos: seria melhor o Estado tomar conta? É o Estado capaz de proporcionar algo melhor?... Vemos que não. O Governo não é um bom parceiro para os cuidados necessários às crianças. Haja visto o que passam o menores infratores que vão para as "febens renomeadas": não saem melhores, não mudam em absolutamente.
Ora, se os que são infratores, que são minoria, não têm os cuidados necessários, que fazer com os que ainda têm família.
É triste, mas é verdade.
Não vi ainda governo subindo em palanque pra promulgar projetos para a juventude. Quanto muito, fala em emprego, polícia, punição e só!
Política de proteção aqui é "amarrar" os infratores; maltratar as famílias e atribuir a elas a falha estatal.
Triste, mas verdade.
Ainda acredito no Bem.

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