sábado, 5 de fevereiro de 2011

Qual o papel da Igreja?

Caros companheiros, leiam com atenção este texto que, digo sem medo de erro, mostrará a falácia mundana de comparação de religião.

Para mim, a Igreja não é uma religião: ser católico é ter um Fé!

Apreciemos:

(do site do Bispo Auxiliar de Aracaju, Dom Henrique Soares da Costa, www.domhenrique.com.br)

Desenvolveu-se em largos ambientes da teologia, de modo particular no campo católico, uma reinterpretação secularista do conceito de “reino”, que abre caminho para uma nova visão do cristianismo, das religiões e da história em geral e com essa profunda transformação quer tornar a suposta mensagem de Cristo novamente aceitável (Observação minha: Por aqui se move a Teologia da Libertação latino-americana... O conceito de Reino de Deus é identificado com a sociedade socialista de Marx!). Afirma-se que antes do Concílio dominou o eclesiocentrismo: a Igreja fora proposta como centro do cristianismo. Depois, ter-se-ia passado ao cristocentrismo, apresentando Cristo como o centro de tudo. Mas – dizem esses – não somente a Igreja separa, como também o Cristo, que pertence ao aos cristãos. Portanto, do cristocentrismo seria preciso passar ao teocentrismo e, deste modo, haveria uma aproximação maior das outras religiões (Observação minha: Veja o raciocínio: deixemos Cristo de lado; ele não é mais o centro, o fundamento, o único Salvador, a Pedra angular... Ele é igual a Buda, Maomé, Dalai Lama... O que importa é Deus... Deus sem Cristo! É a idéia do Leonardo Boff, do Frei Betto, do Marcelo Barros e de muitos outros hoje em dia... Fica jóia! Só tem um problema: aqui já não há cristianismo nenhum!). Com isto, porém, não se conseguiria ainda alcançar a meta, porque também Deus pode ser um elemento de divisão entre as religiões e os outros homens.

Por isso seria necessário agora dar um passo em direção ao reinocentrismo, em direção à centralidade do reino. Este seria, definitivamente, o coração da mensagem de Jesus e seria o caminho correto para reunir fraternalmente as forças positivas da humanidade no caminho em direção ao futuro do mundo. “Reino” significaria simplesmente um mundo no qual reinam a paz, a justiça e o cuidado com a criação. Não se trataria de mais nada! (...) Esta seria a verdadeira função das religiões: trabalhar juntas pela vinda do reino... Para isto, elas poderiam manter suas tradições, viver cada uma a própria identidade; mas, mesmo conservando sua diversa identidade, deveriam colaborar para um mundo no qual sejam o mais importante a paz, a justiça e o respeito pela criação (Observação minha: A descrição do Santo Padre é perfeita! Aqui aparece claro o quanto para essa gente Cristo e o verdadeiro Deus não interessam nada! A questão de verdade é pura bobagem! A única coisa que importa é a utopia do socialismo e do politicamente correto. Observe que aqui a religião serve somente como meio de manipulação para se atingir seus fins ideológicos! É isso que a Teologia da Libertação quis fazer com o cristianismo... Na verdade, toda essa visão é atéia: o pior ateísmo de todos, porque mascarado sob uma capa de religião)...

Aqui Deus desaparece. Quem age agora é o homem. O respeito pelas “tradições” religiosas é somente aparente. Elas, na realidade, são consideradas como um monte de hábitos que é necessário deixar que as pessoas cultivem, mesmo que, no fundo, não signifiquem realmente nada. A fé, as religiões são usadas para fins políticos. O que importa é somente a organização do mundo. As religiões valem enquanto podem ajudar nisso... (Observação minha: Para que o leitor veja o quanto isso é real, basta recordar o quanto o pessoal da Teologia da Libertação colocou a Igreja em função do PT e do Lula. Aqui, Jesus entra como Pilatos no credo: o importante mesmo é a justiça social, a luta pelo poder, a sociedade socialista ou, como disse Dom Casaldáliga: é a questão social, a questão das culturas, a questão ecológica e da mulher... Quem pensar diferente, quem ainda crer que Jesus é o único Salvador o Filho do verdadeiro Deus e que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo é taxado de fundamentalista, integrista, reacionário, intransigente, ultrapassado, etc... A lista de impropérios é grande demais pra colocar aqui...).

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[as observações  são do Apóstolo Dom Henrique Soares, não minhas]

Um comentário:

Mário disse...

Olá, Eudes.

Gostaria que o amigo opinasse sobre um texto meu do ano passado. Acho que dialoga com este de Dom Henrique (pelo menos no que concerne à estratégia de minar as bases do cristianismo, seja fazendo uma releitura ideológica, seja fazendo-o cair no descrédito destacando escândalos ocorridos no seio da Igreja).

http://mariotblog.blogspot.com/2010/05/dos-tolerantes-e-de-um-outro-tipo-de.html

Abraço