sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Maceió: Capital do medo para os jovens 4

Sou a favor de que os governos municipal e estadual sejam convocados à Câmara ou à Assembleia para dar explicações, em audiência pública, sobre o que têm feito pela Assistência Social e pelas Políticas para a Juventude.

Claro que eles não têm muito o que dizer, até porque criança, adolescente e juventude não passam de "conselhos", desabrigados, desassistidos, sem verba, sem funcionários capacitados; tem é gente sem bônus brigando com arrojo, mas sem voz.

Onde estão os conselhos da criança e adolescente ou da juventude? Mera ficção; além de ficção, é mera.

Vão falar de orçamento, claro! Se não sabe administrar essa joça, peça pra sair! Chega de governante dizendo que não tem dinheiro; o que não tem é ORGANIZAÇÃO. [eu tenho família e me viro com pouco mais de um salário mínimo]. Secretários, assessores, combustível, apartamento, enxoval... tudo isso custa no meu bolso e eu resisto sobrevivendo; e nenhum assessor ganha menos de R$ 1.000,00. Não sou contra as assessorias, mas espero que se pague a quem trabalha, somente a quem trabalha... somente!

Há tempos venho frisando o descaso com a juventude e agora o Ministério da Justiça, com colaboração do Instituto Sangari, traçou o mapa da violência no Brasil, e o que temos é Alagoas violenta e Maceió a capital do medo para a juventude.

Descaso, prostituição, drogas, perda dos valores morais e cristãos numa sociedade que só pensa em idolatria do dinheiro. Pois é, dinheiro é deus: quem não lhe presta culto (capitalismo), não recebe $ua$ graça$; para se cultuar o dinheiro, deve-se ter cada vez mais dinheiro e comprar, comprar...
Trabalho e emprego não são considerados formas de oportunidade de valorização do homem e da mulher, mas uma forma de ter mais dinheiro para comprar mais e "girar" a economia.

Tem gente que só vai à Assembleia pra receber. Tem gente que só tem o nome como "a serviço" e ganha dinheiro sem dar um dia de trabalho, mas ganha nosso dinheiro... Pega esse dinheiro, toma dessa cambada de parasita e invista em juventude, na promoção da cidadania, da cultura, da moral.

Será que não tem quem preste nesse meio da governança? Será que Deus quando olha para a Assembleia só vê bandido? E o que será que ele vê quando olha para o Tribunal de Contas? O que será que Deus vê quando anoitece nas ruas periféricas de Maceió? Carrões parados na orla, luzes acesas... seriam velas? Não, é mais um pedra de nóia acesa, desta vez é a filha de um advogado influente que entrou na cabaninha de lona pra acender um.

E nós, pais e mães, que fazemos? Deixando a TV ensinar... passamos a semana inteira prestando culto ao dinheiro e não temos tempo de ficar no domingo em família, ir à Missa (3º Mandamento da Lei de Deus). Não, não temos tempo... são muitas contas a pagar... juntar dinheiro pra pagar a Unimed, porque no ritmo que vai, nossa familia logo vai se tornar cardíaca e esquisofrênica; então, mais dinheiro.

Educação religiosa pra quê? O importante é meu filho ser dotô, ter dinheiro... e os meninos e meninas pobres o que veem na TV e na casa dos que cultuam dinheiro? Ter dinheiro é tudo, só é feliz quem tem dinheiro.

Aqui, usineiro é dotô, fazendeiro é dotô, bacharel em Medicina é dotô... até bacharel em Direito é dotô. Estamos na terra dos dotôs. E cada um que ponha mais farinha no seu prato...

A que chegamos... Nietzsch disse que matamos Deus. E, por mais estranho que pareça, estamos sim. Matamos Deus nos nossos semelhantes, quando não rezamos mais, quando não ensinamos nossos filhos a rezar, quando não vamos à Igreja, quando o ignoramos no dia-a-dia. Dizemos ter fé e acreditar mas levamos o dia todo sem pensar n'Ele.

Precisamos de educadores cristãos, catequistas, pais e mães empenhados na valoração cristã de nossa juventude. Mas que seja por testemunho, porque só de palavras, os jovens não são bobos. Ou sentamos e aprendemos com eles, ou vamos falar um dialeto surreal pra eles.

Estas causas são das que me levam a pregar que nossas paróquias tenham mais grupos jovens (a diversidade possibilita ampla abrangência), tenhamos pastorais jovens e juvenis acompanhadas (não mandadas, tá?) por adultos cristãos; que tenhamos uma catequese baseada nas virtudes e nos testemunhos; que nossas equipes de perseverança tenham mais apoio. Só vontade, não é suficiente. Também, só meter a boca pra criticar os padres, as irmãs, os líderes jovens e aos catequistas não resolve qualquer coisa. Prefiro dez minutos de sugestões a uma hora de críticas e apontamentos de defeitos alheios (que é o que normalmente ocorre)

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