quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

As mentiras, os nós e o poder

Caros companheiros, leiam, sintam e comentem o "texto-foto" da real Alagoas.

do blog da socióloga Ana Claudia Laurindo.
A construção de uma sociedade pode ser comparada a um grande rendado, com seus fios e nós, interligando interesses e configurando o perfil dominante. Como apreciar o rendado alagoano, sob a análise da sociologia do poder?
Sem idílios, o campo foi a origem do nó contemporâneo. A cultura da casa-grande definiu o perfil do homem e da mulher que Alagoas permite ser dominante. Apesar da virada dos séculos, as práticas do latifúndio se espraiaram nas relações, pouco importa em qual espaço sejam estabelecidas.
Aqui a divisão de classe e casta continua definindo os rumos. Democracia é apenas uma justificativa discursiva. O poder foi tomado pelos representantes dos coronéis rurais, transformados em poderosos urbanos, influentes políticos, com fortes alças nos poderes constituídos. Funcionários públicos feitos donos dos cargos que ocupam, exprimem no inconsciente do discurso possessivo, ditos comuns como: minha escola, minha delegacia etc. Todos crêem piamente que são incontestáveis no exercício das funções públicas que exercem de modo particular!
 
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do TJ foi marcada por ataques e pela perplexidade 
do público presente
 
Infelizmente, o rendado se compensa, espalhando nós por tudo quanto é lado, assentado no imaginário de um povo analfabetizado, mesmo quando lê e escreve! Os arteiros do rendado do poder não sabem diferenciar a culpa do dolo! Para eles só configura crime aquilo que lhes contesta! Pior: isso não é segredo! O acordo tácito venda os olhos de quem poderia agir em benefício da coletividade, modificando o modo de fazer a renda, aquecendo Alagoas do frio provocado pela violência.
 brasília 
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Mas a renda, aquela monetária, tornou-se um problema para os representantes das instituições e organizações representativas da sociedade, pois encontraram espaço nos armários estatais para organizar seus cabides pessoais, aqueles conhecidos por sustentar empregos, comissionados ou não! Ficou fácil para o poder apertar seus antigos nós, basta empregar alguém, seja um filho ou genro e tudo permanece colorido.

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Nesse contexto limitado, todo aquele que ousar questionar o articulado toalhado será punido. Obviamente nos moldes coronelistas, sempre em alta em Alagoas! Desconstrói a imagem do indivíduo, desqualifica o questionador, e aqueles analfabetizados aplaudem. Perseguem sutilmente, desempregando por telefone, dificultando a sobrevivência do questionador, e os analfabetizados silenciam, torcem contra! Utilizam a lei para dá o nó do enforcamento, pois se sentem vítima da vítima de forma tão real, que comovem mesmo - mas apenas aos analfabetizados -  pois os cidadãos se indignam e recusam participar dessa festa pobre, mas tomam o cuidado de se resguardarem em suas casas fechando os seus jardins.
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Estará só o questionador, enquanto o poder exibirá seus laços de fita! Essa é Alagoas! De azul e vermelho na praça, cantando o poder do passado na vacuidade do presente, matando o futuro.

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Os destaques são meus:
1º e 2º - Portal tudonahora
3º - Blog do Odilon Rios
4º - Blog do Ricardo Mota

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