quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MUITA FESTA E POUCA CATEQUESE


Nos últimos meses, a quantidade de eventos, festas, shows, apresentações, espetáculos em nossa Arquidiocese tem sido grande e diversificada.

Há pouco tempo, nós cristãos católicos dizíamos "não tem nada na nossa Igreja?". Hoje posso dizer que temos muitas ações, muitos eventos.

Shows, espetáculos, festas, arrastões, acampamentos, caminhadas... Quanta coisa!

Muitas propostas têm sido verdadeiras ações evangelizadoras; outras, a meu ver, nem tanto.

Perdemo-nos em atrativos, a maioria captadores de níqueis, que impressionam no tamanho, mas incipientes em cristanização.

Nosso Pastor, Dom Antonio Muniz, qual admiro, tem se dedicado, em cada ação, pela Igreja Missionária e Samaritana; contudo, a meu julgar, o CORPO tem membros distoantes do ritmo do Apóstolo.

Acredito, e assim vivo e falo, como Santo Inácio de Antioquia quando dizia que as ovelhas devem estar onde o Bispo está e que ninguém fizesse qualquer coisa sem o Bispo.

Se todos nossos esforços forem unidos ao zelo do nosso Bispo, tenho certeza que a Videira ficará viçosa. Mas se ficarmos enfeitando os ramos com belos e pesados adornos, esses quebrarão.

Após um show com 2.000 pessoas, gritando pelo cantor ou pela banda, ainda que por canções cristãs, qual catequese ficará?

Pois é. Encaro eventos como uma missão e como tal, qual será a pós-Missão? O que fica, o que resta nos corações?

O que fazemos com aqueles(as) que saem dos eventos? Convidamo-lhes para a Missa? A se engajarem nos grupos, movimentos ou pastorais? Alguém se importa em, após o show, ir em busca, na casa, convidá-los a serem cristãos?

Convidar a ser cristão! Ora, por que não? Ou ainda pensamos que todos os que vão aos eventos são cristãos católicos?

Enquanto o "critério da quantidade" de gente nos eventos para dizê-los bons e continuaremos com muito marketing e catequese pouca, como diz Padre Zezinho. Ou teremos a preocupação pastoral de saber o que resta afinal?

Se permanecerem os ramos querendo dar frutos independentes ou diferentes da Videira do Pastor, serão sempre viçosos, atrativos, mas sem seiva, pois já não dão fruto comum ao Corpo.

Promoções individualistas ou sectaristas são e sempre serão extra unitatem.

+ + +
Escrevo não como tirador de fruto, mas como folha dessa gigante Árvore.

Escrevo porque creio já ser a hora de se planejar mais e vivenciar mais a unidade em nosso Corpo.

Antes, tínhamos quase nada de atrativos; hoje é tempo de nos organizarmos para que a Árvore dê mais frutos.

Eu acredito que toda ação (evento, show, arrastão, caminhada, etc.) é Missão, e como tal deva ter a pós-Missão, ou ao menos o intuito evangelizador-catequético.

Julgo como perda toda e qualquer evento que se busque a "multidão" per si ou apenas o níquel. A promoção é da Igreja e não do grupo "A" ou da comunidade "Z".

Que Cristo cresça, e eu desapareça!

Nenhum comentário: