terça-feira, 12 de outubro de 2010

HOMOSSEXUALISMO e a IGREJA

Hoje à tarde, quando exercendo minha função catequética batismal, eu falava das atribuições e responsabilidades dos pais quando, um dos que lá estavam - portando uma bíblia protestante na mão - me perguntou sobre minha posição dinte os homossexuais e qual a postura da Igreja. Fui-lhe direto e disse que minha posição é igual a postura da Igreja, ou seja, bíblica e de caridade.

Para a Ciência, no que diz respeito à origem (se assim podemos dizer) ou causa, não há concenso sobre a homossexualidade. Contudo, disse-lhe eu, que acredito nas seguintes convicções:

- Não acredito em hereditariedade (genética) para ser um homossexual.

- Cabe ao homem e à mulher ensinarem, sendo como são, a seus filhos, mostrando quem é quem e quais atribuições de cada um - pois Deus criou o homem e a mulher; a mulher e o Deus os criou - não há equívoco nisso.

Três fatores para que um menino não consiga desempenhar corretamente sua ação como homem, enquanto se desenvolve:

1- Pai perverso e malvado, que maltrata a todos que vivem em sua casa, agride fisicamente à mulher e humilha a todos:
- O filho, vendo este modelo de homem, odeia-o, repudia-lhe e em nada quer assemelhar-se a este tipo de ser. Fraterniza-se à mulher, é-lhe cúmplice por ser, como ela, hostilizado - daí a identificação, deveras danosa à sua afirmação como um heterossexual.

2- Pai de saia, mãe de calças. Um pai que não consegue se firmar como homem em seu vigor, delegando todas as funções de cuidado à mulher. O homem é um fraco, preguiçoso e submisso:
- O filho, vendo este modelo de homem fraco, submisso e omisso, idenfica-se com a mulher, que é chefe, que tem comando e não é omissa. Quanto ao modelo de homem que leva grito e só cumpre seus deveres após ser xingado, o menino não quer ser.

3- Pai e mãe castradores que levam a vida a dizer que os órgão genitais são sujos, pecaminosos, indecentes... errado manusear.
- O filho, pensando ser impura, suja, pecaminosa uma parte de seu corpo, reprime-se a não usar e coibir qualquer forma de pensamento a respeito, qual pode alterar o natural desenvolvimento dos hormônios masculinos, transtornando-o a saídas não condizentes com o plano de Deus a um homem.

Essas três proposições não são um tratado científico.

Porquanto a Misericórdia de Deus alcança os mais longínquos e tenebrosos confins de nossos desejos, aflições; no mais profundo da alma humana. Nunca desconfio da Misercórdia Divina.

Claro que, em uma família cristã, que respeita os valores evangélicos e morais, onde a Lei do Amor é a lei maior, as possibilidades de um crescimento familiar normal (homem é homem e mulher é mulher), os filhos têm maior chance de serem decentes e ordeiros.

Quanto aos que já são homossexuais, não os pervertidos que praticam sexo como uma desordenança psico-fisiológica, nossa Igreja, logo, eu também, creio no que está escrito na Sagrada Escritura:

Que os impuros e os efeminados não hão de possuir o Reino de Deus. E que nosso corpo não nos pertence, mas a Deus, que se une a ele, mas se pecamos, pecamos contra nosso corpo. (cf. 1 Cor 6,9-20; Gl 5,19-21)

Que aqueles que dão cabimento aos desejos impuros e aos prazeres da carne, desrespeitando à autoridade do ensinamento da Igreja, serão severamente castigados. (cf. 2 Pe 2,1-22)

Contudo, àquele que quiser se salvaguardar por causa de Cristo, quanto maiores forem seus pecados, maior será a graça da Misericórdia. (Rm 5,20)

E é benéfico quem quiser ficar casto, eunuco, não dar cabimento à sua dificuldade, por causa do Reino e do Amor Divino. (cf. Mt 19,12)


Como essa tendência, outras crescem entre os homens e dentro do homem.

A Igreja acolhe a todos, e a todos ama e respeita, com este ou aquele pecado, pois o Amor dado por Cristo por meio do Seu Espírito Santo é de graça e de graça deve ser dado. Assim a Igreja o faz.

Lembremos do que nos ensinou o Senhor em Mateus 13:

24. Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo. 25. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu. 26. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio. 27. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio? 28. Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos? 29. - Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo. 30. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro. 31. Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo. 32. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos. 33. Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa. 34. Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava, 35. para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2). 36. Então despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo. 37. Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. 39. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.


Portanto, exclusão do diferente não é evangélico.

Portanto, querer arrancar o que temos é renegar-se; antes, devemos nos conhecer, nos respeitar e, assim, jogar-se nos braços do Pai dizendo-se, assumidamente, que errou e que reconhece que o melhor lugar pra se viver é junto do Pai, ainda que como empregado, pois rejeitá-Lo é provar das impurezas dadas somente aos animais. (cf. Lc 15,10-32)

Saibamos: tudo o que temos e somos não é nosso, é de Deus. Até nossa vida é uma concessão - temos o direito de uso, mas ela não nos pertence. É a Deus que pertencemos e para ele existimos (cf. 1 Cor 8,6).

Caríssimos, Deus constituiu sua Igreja para firmar o Corpo de Cristo:

3. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.
4. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. 5. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. 6. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos. 7. Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, 8. pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos, cumulou de dons os homens (Sl 67,19). 9. Ora, que quer dizer ele subiu, senão que antes havia descido a esta terra? 10. Aquele que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. 11. A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, 12. para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, 13. até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. 14. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. 15. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo. 16. É por ele que todo o corpo - coordenado e unido por conexões que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria - efetua esse crescimento, visando a sua plena edificação na caridade. 17. Portanto, eis o que digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas idéias frívolas.18. Têm o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o endurecimento de seu coração mantêm-nos afastados da vida de Deus. 19. Indolentes, entregaram-se à dissolução, à prática apaixonada de toda espécie de impureza. 20. Vós, porém, não foi para isto que vos tornastes discípulos de Cristo, 21. se é que o ouvistes e dele aprendestes, como convém à verdade em Jesus. 22. Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. 23. Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, 24. e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. (Ef 4.)

Nossa ciência nos incha, mas só o Amor constrói. (cf. 1 Cor 8,1)


A nós, a Paz do Cordeiro.

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