domingo, 25 de julho de 2010

Ó SENHOR, MINHA ÚNICA ÁGUA.

Caros irmãos e irmãs,

Tenho me sentido impelido a auto execração, à humilhação: luto contra mim mesmo, contra o pequeno homem que quer ser maior que eu mesmo.

Quem me conhece, sabe que sou enérgico e não modero no zelo ao Senhor e à Sua Igreja. Não, não falo isso para me vangloriar (até porque, no sentido stricto, é uma glória vã), mas porque me sinto incomodado após algumas falas minhas, tamanha necessidade de expressar a Verdade, doa em quem doer (inclusive em mim mesmo). Chego a ser arrogante por não permitir outras modalidades de expressão contrárias à Verdade. Nada, além de Cristo!

Alguns, como minha esposa, alertam-me para minha intolerância, ou o "ser dono da verdade", ou pela dureza nas afirmações.

Temo. Temo de verdade perder o discipulado. E temo, ainda mais, a dissimulação da verdade, o relativismo em que os meios religioso e não-religioso estão se submetendo: é o espírito deste mundo que assim deseja.

Acredito que só o Aquele que é meu Senhor é capaz de me dar a graça de não me dispersar (em palavras ou atitudes)

SENHOR,
Vos peço humildemente
Não me deixeis dispersar, me perder
Não me permita nada além do Vosso desejo
Não me deixeis voltar ao vômito.
Pois só me sinto bem olhando para Vossas mãos
Delas eu espero tudo que preciso.

Amo-O, mais que a mim,
Pois eu não me basto
Não sou capaz de saciar do Bem que só Vós tendes.

Tarde, muito tarde Vos encontrei:
Não Vos quero perder;
Dai-me a Graça de ser sempre Vosso servo.

Que não haja espaço em mim que não para Vos louvar e agradecer
Que o meu zelo sirva ao Vosso propósito
O mais alto que preciso chegar é debaixo de Vossos olhos, ó meu Senhor.

Sim, Senhor, obrigado por me alertardes
Enquanto eu me indignar, ainda que contra mim,
Sei, Senhor, Vós não me abandonastes.

Obrigado!

Ave Crux Spes Unica!

+ + +

Eudes Inacio, sJpVM.

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