segunda-feira, 5 de julho de 2010

DO MINISTÉRIO DA CATEQUESE

Caros irmãos e irmãs,

Sabiam que a Catequese é um Ministério? E, para mim, um dos mais importantes e de fundamental relevância em nossa vida.

A Igreja reconhece que, “no conjunto de ministérios e serviços com os quais ela realiza a sua missão evangelizadora, ocupa lugar destacado o ministério da catequese” (DNC 39).

Quem é o catequista senão aquele/la semelhantes aos 72 discípulos que foram levar a Boa Nova? Onde o Bispo (apóstolo de Cristo) ou seus colaboradores (os padres) não podem ir ou fazer (por falta de tempo, muitas vezes), o catequista faz suas vezes levando a Mensagem ao pé do ouvido de crianças, jovens e adultos.

Catequese, do grego katechein (fazer eco, ecoar), é ecoar a mensagem do Deus Amor que ama a humanidade e propõe um Caminho de volta ao Seu Coração.

O papa João Paulo II, dizia: “Mesmo com a multiplicação dos serviços eclesiais e extra-eclesiais, o ministério dos catequistas permanece ainda necessário e tem características peculiares: os catequistas são agentes especializados, testemunhas diretas, evangelizadores insubstituíveis, que representam a força basilar das comunidades cristãs” (RM 73).

Nosso primeiro papa já nos insitava à doação “Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu” (1Pd 4,10).

Ou seja, doutro ângulo:

“O segredo da vida não é correr atrás das borboletas.
Mas cuidar do jardim, de modo que elas venham até você”
(Mário Quntana)

Isto é ser catequista!

Mas aquele que não recebeu oficialmente o ministério também continua sendo ministro daeu vos fiz. (...) Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros”(Jo 13,15.35).
Palavra e da Catequese, porque é um servidor da comunidade. Pois seu mandato continua brotando do testamento espiritual do Senhor na última ceia: “Dei-vos o exemplo para que façais o mesmo que

Desafios de ser Catequista.

Um dos maiores problemas enfrentados pela catequese hoje é a formação permanente. Muitos não participam ativamente, inserindo-se na comunidade e em comunhão com a Igreja que conferiu o mandato de catequista. A conseqüência da falta de compromisso com a formaçãocontinuada será a educação de cristãos desvinculados da vida e da comunidade, para uma prática
descompromissada e individualista.

A Proposta!

O processo da formação litúrgica na catequese possui os seguintes elementos:


a) a centralidade do mistério pascal de Cristo na vida dos cristãos e em todas as celebrações;


b) a liturgia como um momento celebrativo da História da Salvação. Ela é a memória da obra da Salvação, pela qual Deus redimiu o mundo; nela essa obra é levada a efeito, projetando-a para a sua realização plena no futuro (escatologia);


c) a liturgia como exercício do sacerdócio de Jesus Cristo e ação nossa em conjunto com Ele presente na celebração, pela força do Espírito Santo;


d) a dimensão celebrativa da liturgia, como uma ação ritual e simbólica, em que a assembléia é o sujeito, e o Ressuscitado preside a oração da comunidade, atualiza a Salvação na vida e na história de seus participantes;


e) a compreensão não só intelectual dos ritos e símbolos como reveladores da ação pascal de Cristo e experiências de encontro com o Ressuscitado;

f) a dimensão comunitária da liturgia com sua variedade de ministérios, exercidos com qualidade;


g) o exercício de preparar boas celebrações, realizá-las adequadamente e proclamar claramente a Palavra;


h) a participação dos cristãos na Eucaristia como o coração do domingo (cf. NMI 36);


i) o aprofundamento do conhecimento da Palavra na catequese como ajuda para a celebração da Palavra de Deus, sobretudo nas comunidades, impossibilitadas de terem a celebração eucarística dominical;


j) a espiritualidade pascal, ao longo do ano litúrgico, como caminho de inserção gradativa no mistério pascal de Cristo;


k) a espiritualidade penitencial ou de conversão mediante a celebração do sacramento da Reconciliação;


l) o sentido dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, como sinais da comunhão com Deus, em Cristo, que marcam, com sua graça, momentos fortes da vida e atualizam a Salvação no nosso dia-a-dia;


m) aprofundamento do sentido da presença de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, e na vida de oração e serviço solidário dos cristãos, bem como a prudente e razoável devoção aos santos;


n) redimensionamento bíblico-litúrgico da religiosidade popular (bênçãos, romarias, caminhadas, novenas, festas dos padroeiros, ofícios divinos).


Então:


O ser e o saber do catequista sustentam-se numa espiritualidade da gratuidade, da confiança, da entrega, da certeza de que o SENHOR está presente, é fiel.

Catequista, você é especial para Deus! Sua VOCAÇÃO foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo.


SIGLAS

DNC - CNBB, Diretório Nacional de Catequese (2002-2005)

NMI - João Paulo II , Novo Millennio Ineunte (em 2001, no término do Grande Jubileu do ano 2000)

RM - João Paulo II , Carta Encíclica Redemptoris Missio sobre a validade permanente do mandato missionário (1990)


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Eudes Inacio,
sJpVM

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