quinta-feira, 29 de julho de 2010

CATEQUESE: EXERCÍCIO DE HUMILDADE

Caros irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

Desejo-lhes Graça e Paz da parte d'Aquele que, não querendo mais ser associado ao imaginário nosso, desceu dos Céus, fez-se carne e habitou entre nós.

Como de costume, às quartas-feiras, a partir das 18 horas, junto a Paulo e Fátima, sob o olhar de nosso pároco (Ernesto Amynthas), pratico a catequese batismal num Encontro de Pais e Padrinhos.

A cada quarta-feira, o dever de nos deslocarmos para a Matriz de Nossa Senhora das Graças, estando prontos para recebermos pais e padrinhos com o carinho (o mínimo que podemos retribuir pela bondade que Senhor nos dispensa sempre, independente dos méritos, até porque não temos quaisquer).

Verdade que boa parte dos pais e padrinhos (para não dizer a maioria absoluta) não está lá por puro prazer ou vontade. Esta é a realidade.

Não por isso, nós nos esforçamos para evangelizar e catequizar aqueles e aquelas que, como nós são portadores do Espírito - porque n'Ele foram batizados -, e buscamos suscitar o Amor que é a Semente do Evangelho.

A cada quarta-feira, novas descobertas fazemos e nos edificamos uns aos outros com o trato, a relação com o Povo de Deus, além da leitura do Evangelho do dia, o Catecismo da Santa Igreja e o que nos suscita o Espírito Santo de Deus.

De nossa parte, o esforço nos estudos, no falar e, principalmente, no viver, no testemunhar. E assim ensinamos, partilhamos, convivemos.

Catequese! Catequese!

Como sugere o Diretório da Arquidiocese de Maceió, a vida do catequista é a primeira forma catequese.

Sobre o esforço cristão, à luz dos escritos de Anselm Grün, cabe à Misericórdia Divina a possibilidade de melhoramento e não às nossas sublimações e lampejos.

Não. Não há nada além da abertura à Bondade Divina para que mais sejamos semelhantes ao Amor. Não há fórmulas nem ascese capazes de, por virtus, aproximar-nos do Amor. Somente o despojamento e a plena confiança no Amor nos torna capazes de amar.

Por isso, esforcemo-nos para reconhecer que nossos esforços não nos aproximam do Amor. Mas aprendamos que é o Amor que se digna vir até nós.

Quanto mais humano e prático o esforço, mais inútil como capacidade de Amor é.

Neste mundo do "prático", do "faça você mesmo", do "basta se esfoçar mais", nossas relações têm se tornado utilitaristas e descartáveis: vale o quanto custa, literalmente.

Lutamos e lutamos para conseguirmos algo e sublimamos os valores que nos motivaram. É um risco letal para o Amor, para Deus. Letal até para Deus (Amor): matamos Deus quando investimos fórmulas para adquiri-Lo. Até mesmo orações que se propõem a aquisições da Divindade são letais para o pedinte ou "rezador". Confiar, pedir e esperar são os verbos mais adequados no trato com Deus.

A maior Graça que a humanidade já obteve da Divindade não foi por meio de suas palavras, mas a própria vontade (se assim posso chamar) da Divindade trouxe Deus até nós: as preces não vão até o Senhor, é o Senhor que vem até o orante.

Por isso, pôr-se à disposição do Amor: porque o Amor está diante de nós e em nós. A humildade, do latim humus (terra), é a melhor forma de se colocar aberto ao Amor. Vir debaixo, da terra - da cara no pó e os joelhos chão - é recomendado.

Lembremos que Deus desceu ao humus, também se humilhou e deu a Vida.

A nós catequistas o humus:

- Humildade
- Olhar para a terra
- Rezar com a cara no pó

Salve Maria Imaculada!

+ + +

Eudes Inacio, sJpVM.
servo de Jesus pela Virgem Maria.

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