sexta-feira, 4 de junho de 2010

NA HORA DO APERREIO, O MEU PRIMEIRO

Nessas idas e vindas em nossas comunidades, muitos cristãos têm se manifestado com ardor, com veemência, com intuito de serem juízes dos pecados dos outros, atualmente, os pecados de alguns padres.

Igualmente, vi padres que se propuseram a contra-atacar, manifestando suas opiniões contra leigos, ainda que veladamente.

Já manifestei que, em termos de pecados, creio que somente Aquele (Cristo) que os carregou sobre os ombros e por eles morreu é que tem propriedade para julgar qual maior ou mais pesado pecado.

Marcou-me, há dois meses, a fala de um padre na TV, em sua homilia, sobre os casos desconcertantes em nossa Igreja. Dentre essas falas, saíram sentenças como "quem é você, leigo, para julgar um sacerdote?" e "agora tem leigo que se acha...". No momento em que ouvi, tive vontade de lhe mandar um e-mail para manifestar para ele que, para mim, leigo, ou melhor, cristão, ele foi infeliz em seu raciocínio.

Sem net, não pude fazê-lo.

Comentei com amigos cristãos, catequistas, sobre o que eu assistira. Eu quis saber se eu estava enganado a respeito do padre. [registro que estimo muito aquele padre; repito, no presente do indicativo: estimo.]. Outros cristãos também disseram que ele foi infeliz em suas colocações.

Vejamos:

- Os pecados daqueles padres mexeram com toda a Igreja: Realmente, como ensina a Igreja, o pecado de um membro, é pecado para toda Igreja.
- Quando se trata de pecado, como numa guerra, não há vencedores, só vencidos; não há melhores ou certos, apenas mais ou menos machucados, mas igualmente ofendidos.
- Muitos homens de Deus, cristãos, padres ou leigos, saíram machucados.
- Alguns viram nisso escândalo tamanho para querer professar outra fé ou seguir seitas.
- Alguns padres se armaram para uma cruzada contra leigos, acusando-os e desconfiando de qualquer um que se aproximasse.
- Os inimigos da Igreja usaram os pecados alheios para sua própria promoção - como num coliseu, quando se riam dos cristãos sendo devorados pelas feras.
- Muitos viram nesses escândalos tempo de fortaleza, resistência e de cuidar-se, vigiar-se mais, porque só cai quem está de pé (cf. ICor 10,12).
- Somos CRISTÃOS, não hindus, brâmanes; não temos castas: somos um só povo, o Povo de Deus, o Povo eleito. Chega de se auto-rogar qualidades quando comparadas com as falhas alheias.

Aprendamos JUNTOS para sairmos vencedores, não vencidos, perdedores.

Na Igreja de Cristo, somos todos soldados da Paz.

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Eudes Inacio, sJpVM

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