sábado, 12 de junho de 2010

IMAGEM DE FÁTIMA. MEDALHA MILAGROSA.

Era costume na casa de meus pais, a pedido de minha mãe, aquelas senhorinhas com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima virem entre os meses de maio e junho.

Vinham cantando; luzeiros nas mãos; uma delas com a imagem. Deixavam na casa de meus pais e se iam.

No outro dia, à noite, voltavam, rezavam o Santo Terço. Eu não gostava, porque gostava mais de jogar bola (nunca fui bom jogador, mas tentava mesmo assim). Sempre me pediam para ficar em casa... nem meu pai ficava. Só minha mãe permanecia. Ela rezava e cantava e levava a imagem para outra casa e lá rezava também.

Por aquelas idas e vindas, não me lembro com que idade (só sei que eu era muito pequeno), numa daquelas noites em que a imagem ficava lá em casa, esperei todo mundo ir dormir e me aproximei diante da imagem. Fiquei olhando e logo me pus a pedir - porque foi por isso que parei lá -. Pedi para passar nas provas, pois sabia que eu não sabia absolutamente coisa alguma. Pedi de pé. Fiquei de joelhos, pedi outras coisas mais... e pedi, pedi, pedi...

Na manhã seguinte às petições, minha mãe deu uns gritos pra eu me levantar para ir à escola. Um pãozinho. Lavanda no cabelo. Lá fui eu (ao passar em frente à imagem, fitei-a intensamente).

Passei na prova!... nascia um caso de pedidor. Sabia que se eu pedisse à Virgem Mãe de Deus, Ela me passaria nas provas.

Quantas vezes viesse a imagem, eu ficava; as senhoras me chamavam pra rezar um Pai Nosso ou uma Ave Maria, me elogiavam, e eu me orgulhava todo.

Minha mãe me deu uma medalha milagrosa, muito pequena, frente azul e verso de alumínio. Amarrei-a no lado de dentro do fardamento escolar. Dia de prova, puxava-a para fora, beijava-a... e eu passava.

Em meados da década de 1990, perdi a medalha quando a pus num colar que carregava comigo. Mas rezava. E passava. E conseguia outras graças pedidas... nunca deu errado (pensava eu). Perdi a medalha na casa de meu irmão, em Palmeira dos Índios, (aprox. 120 Km de Maceió) na hora de ir dormir. Fiquei triste: - perdi minha Nossa Senhora. Chorei. De dia, não encontrei. Varri todo quarto; e nada.

Meses se passaram. Certa feita, no meu quarto (em Maceió), quando estava tirando o fardamento, pensei na medalhinha. Ao me abaixar para desamarrar o cadarço, lá estava a medalhinha, a 120 Km do local da perda, no chão do quarto. Chorei. Beijei-a.

Tenho a medalha até hoje. Minha devoção à Virgem Mãe de Deus continua: Ela como mãe e eu como filho que sempre a Ela recorro.

Vejam, irmãos: por uma bobagem de uma medalhinha, quis o Senhor me incutir Amor... Deus usa artifícios inimagináveis para ganhar nosso coração.

Que o Senhor abençoe a todas a senhorinhas que vão às casas rezarem o Santo Terço. Senhorinhas que saem de suas casas para levar a Mãe; logo após Ela, vêm Seu Filho e seus apóstolos.

Salve Maria Imaculada.

[Se você, caro leitor, tiver um depoimento à respeito da Virgem Mãe de Deus, partilhe-o conosco]

+ + +
Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria.

Um comentário:

Rick Pinheiro disse...

Que massa meu irmão!!!!! Te conheço a tanto tempo e não sabia desta belíssima passagem da sua vida.

Ah, eu sou suspeito para partilhar graça de Nossa Senhora, até pq sou devotíssimo de Nossa Senhora, em especial, de Fátima.


Parabéns e obrigado por ter partilhado esta graça de Deus, por intercessão de Nossa Senhora.

Ah, depois quero ver a medalha milagrosa. rsssss...