segunda-feira, 28 de junho de 2010

ADORAÇÃO vs MÚSICA (LOUVOR) vs. OUVIR

Caros irmãos e irmãs de jornada,

Não é novidade saber que o mundo banaliza tudo, absolutamente tudo, que é de Cristo (inclusos os cristãos), exceto a "páiz de Jesus".

Quer-se a "páiz", a "páiz" de cemitério: silenciosa, ninguém incomoda ninguém, cada qual no que é seu... por aí vai.

Ademais, tudo é com barulho. MP3, MP4, MP5,..., MPnésima...

Aparelhos de som de carro que animariam um estádio de futebol. Aparelhos de som domésticos que animam até um "arraiá" inteirinho. Caixas de som de computador capazes de ressoar um auditório...

Agora o pior: nós, cristãos, estamos amando essas ideias (ideias sem acento, nova regra... to me acostumando).

Missa boa, só com muito som; evangelização boa, só com caixas de som; encontro de jovens, aí sim, com muitíssimo som, senão, já sabe: é morgação! Vigília só "animação" do ministério de música; adoração, nem que seja por 45 minutos, só é ungida se tiver músicas de louvor (entenda-se com gente cantando, no mínimo).

Estamos ficando loucos? Tudo só vai na base do grito, do berro, da zuada: Vence quem grita mais alto, não quem fala a verdade, pois "verdade" é tão relativa hoje em dia, não é? (Piada! Agora não se pode mais falar em VERDADE, porque "depende"... Depende de quê?... êta mundinho véio sem estribeiras!" - diziam os antigos.

Voltemos à zuada: estamos nos contentando em repetir e trazer para dentro do cristianismo essas coisas do mundo, essa "imundície". Chega disso! Se vamos a uma adoração ao Santíssimo, tem sempre alguém falando qual um papagaio; ou tem um tocador que sempre acha que tocar bem alto é que é bom. Jesus estaria mais interessado em se distrair? Estaria Jesus meio entediado com o silêncio e daí a gente chega e fica falando blá, blá, blá... Verdadeiros adoradores, nós? Nem aqui nem na China!

Se continuamos falseando o cristianismo para parecer atraente, somos mais falsos que aqueles que nos criticam.

É preciso que cada um nós se preocupe em ser sincero com o Cristo: na Missa, na adoração, na vigília... Aí sim, verdadeiros adoradores são os que se revelam e não os que se maqueiam e vociferam o tempo todo diante do Senhor. Até parece que temos medo de calar e terminar ouvindo algo de Cristo! Será?... Creio que sim.

Quem muito fala, não tem tempo para ouvir.

Espero me converter, convertendo primeiro minha lingua e meus ouvidos.

+ + +
Eudes Inacio. sJpVM.

sábado, 26 de junho de 2010

CARTA DO PASTOR.


Província Eclesiástica de Maceió

Arquidiocese de Maceió

Av. Dom Antônio Brandão, 559-A Farol CEP 57021-190 Maceió-AL

Tel.: (82) 3223-2732 Telefax: (82) 3372-7046 CNPJ: 12.155.388/0001-89

“Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos para

o céu, rezou sobre eles a benção, partiu-os e deu aos discípulos para que os

servissem à multidão. Todos comeram e ficaram saciados...” (Lc 9, 16-17)

Sensibilizados com os últimos acontecimentos que destruíram boa parte de nosso Estado de Alagoas, nos irmanamos com a Cáritas e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Nordeste II, para mostrarmos o rosto da Igreja de Maceió: “Missionária e Samaritana”, em meio aos irmãos flagelados, atingidos pelas fortes chuvas que devastaram nossa região.

O quadro geográfico foi criado em decorrência do elevado nível das águas nas cabeceiras dos rios, situados em Pernambuco, os quais, hidrograficamente, deságuam nas regiões dos Vales do Paraíba, Mundaú e Camaragibe.

Nossa situação é da calamidade pública, muitas famílias perderam tudo e estão à mercê de ajudas, pois lhes faltam: Água potável, alimentos e abrigo, entre outras coisas necessárias ao sustento humano digno. Segundo os boletins oficiais, nosso rio Mundaú subiu seis metros repentinamente na sexta-feira dia 18, causando enchente no Vale do Mundaú. Há registro de que 177.282 pessoas foram afetadas pelas chuvas e 56 desaparecidas, sendo 500 vítimas somente no município de União dos Palmares. Até agora, 26.141 pessoas estão desabrigadas e 47.687 estão desalojadas. Há 21 municípios atingidos e 15 deles decretaram estado de calamidade pública. Mais de 4.000 casas foram destruídas.

Ao tomarmos conhecimento, mobilizamos toda a Arquidiocese em um grande mutirão de solidariedade, disponibilizando a Igreja de São Gonçalo do Amarante, no centro da cidade, como ponto de arrecadação de donativos, e posteriormente, organizamos uma equipe na cidade de União dos Palmares por estar no centro da região atingida. Os sacerdotes que atendem estes municípios deram o destino das doações generosas e promoverão momentos com celebrações para alimentá-los espiritualmente.

Somos conscientes da gravidade do problema e sabemos que esta movimentação é paliativa, porque precisamos pensar com este povo vitimado, a maneira correta para o recomeço de uma nova vida. Tratam-se de pessoas pobres que perderam tudo o que tinham, inclusive a moradia. Nossa tarefa como Igreja é de gerirmos juntos com os poderes públicos, sem alimentarmos uma política partidária em tempo de campanhas, mas promovermos a dignidade da pessoa humana que está totalmente desprovida do necessário para a sobrevivência.

“Vinde, abençoados por meu Pai! Tomai posse do Reino preparado para vós desde a criação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, fui peregrino e me acolhestes, estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, estava na cadeia e viestes ver-me. (...) Eu vos garanto: todas as vezes que fizestes isso a um desses meus irmãos menores, a mim o fizestes.” (Mt 25, 34-40)

Como Igreja de Maceió, posso afirmar que abraçaremos esta causa e fortaleceremos com a ajuda de todos, o nosso “Fundo de Solidariedade”, uma conta da Arquidiocese que já foi anteriormente aberta com o intuito de manter os trabalhos sociais que realizamos em várias entidades beneficentes, mantidas, graças a generosidade do povo de Deus.

As doações poderão ser depositadas no Banco Real, Agência 1538, conta 4.094750-6. No caso de alimentos, roupas e remédios, A Igreja de São Gonçalo continuará aberta para a arrecadação. Vamos fazer nossa parte como cristãos católicos!

Agradeço de modo particular aos fiéis desta Arquidiocese pela generosidade e espírito fraterno, que despertou o coração de muitos a este gesto de Igreja que nos faz viver o ideal do Evangelho de Jesus Cristo: A partilha como gesto concreto do amor.

Dom Antonio Muniz Fernandes, O.Carm.

Arcebispo Metropolitano de Maceió

CONTINUO AMANDO.

Ó meu Senhor
Que não me quiseste perder
Insististe mesmo quando
Reclamava eu e Te ignorava.

Não me deixaste ignorar
Somente que Tu me amas
E na Tua Compaixão
Deste sem nada Te oferecer.

Quão valioso me considero
Nada para ser comigo sincero
Mas indigno ainda assim
Tu me amas a mim.

É o valor meu comprado
Estendido no madeiro pagaste
Com Tua dor e Teu Sangue
Foi a mim que resgataste.

Qual infortúnio posso temer
Senão aquele que não posso
Sentir que sou Teu servo
Nem Teu Amor observo.

Obrigado meu Mestre e Senhor
Por me haveres resgatado
Com Teu Sangue ainda nutres
A mim que ainda não limpo de pecado.

Não posso nada mais querer
Pois já tenho a Divindade
Que não por mérito meu
Faz-me servir por Liberdade.

Desejo ó Sumo Bem
A graça de algum dia
Face a face com meu Senhor
Dizer que aprendi o Amor.

Não permitas, eu peço
Que ainda que eu deseje
Me afastar de Teu olhar
Por favor, não me deixes.

Com Deus me deito
Com Deus me levanto
Com a Graça de Deus
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

+ + +
Eudes Inacio, sJpVM.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

NA VEZ DA MORTE

Caros irmãos e irmãs,

Nesta sexta fui a um velório (do pai de um amigo-irmão meu). Quase já havia sublimado a sensação que adiquiri há 362 dias quando da morte de minha mãe... Êta sensação estranha!

Fiquei observando as pessoas, o ambiente: central de velório, mais de um corpo sendo velado, lágrimas, risos, disfarces, preocupações financeiras a respeito do fato...

Minha reflexão voltou-se sobre nossa existência. É fato: haveremos de morrer. Ninguém escapa da morte. Nem o próprio Deus se absteve de tal encontro.

Mas por que Jesus não quis "pular" a morte? Para mostrar para nós, tolos materialistas, que a vida em Deus é bem mais que isso que agora comemos, construímos, compramos, gastamos e / ou destruímos.

"Deus é Amor", diz o evangelista João em sua primeira epístola. Teria o Amor nos criado para que todos os dias levantássemos, comêssemos, trabalhássemos, descansássemos, dormíssemos e, no outro dia, voltássemos a trabalhar, comer,... no fim, terra na cara, ou sete palmos de terra, ou morar em cemitério, ou, simplesmente, morrer? Só para isso fomos criados? Passar a vida perdendo saúde para juntar dinheiro e, após muitos anos de labuta, ter dinheiro para pagar plano de saúde?... Seria este o propósito Divino? Não!

Há um propósito que nós queremos ignorar - é isso mesmo, nós queremos ignorar -. O Amor nos criou para o Amor, para vivermos no Amor, por Amor viver e ao Amor voltar. Saímos d'Ele (o Amor) e nunca nos deixou. Ele nos impele, procura, deseja, constrange... Ama. (cf. IICor 5,14)

Há milhares de anos vêm (o Amor) nos paquerando, flertando, conquistando-nos, acariciando-nos, defendendo-nos. Não quis somente ficar sendo chamado de Amado à distância (lá, no Céu), fez-Se homem, fez-Se gente, para ser tocado, visto, sentido, beijado (ainda que por traição)... o Amado Amor entra na história. Não mais atemporal, como quem fica vívido enquanto tudo que ama passa: permitiu-Se entrar na história. Não quis ser chamado de "manipulador" pois Ele mesmo desceu à história.

Entrando na história, o Amor soube viver o Amado: foi pequeno, frágil, filho de mulher; teve sede, fome e frio; calejou seus pés nesta terra; padeceu amando o Amado. Cruzou a morte - mostrou-nos Vida. Quem nos separaria do Amor? A morte? Não! Não por nosso mérito ou desejo, mas pela virtude do Amor para com seu Amado. (cf. Rm 8,35ss)

Agora, podem estar se perguntando: que tem isso a ver com o velório? Tem, e muito. Pois é no encontro da vida com a morte (no velório) que "apreciamos" a passagem, a transcendência, a migração - quando a Igreja do Céu recebe mais um Amado da Igreja na história.

Na morte, o consolo é o encontro com o Amor, que não fez objeção em sair do Céu para sofrer até a morte por causa de nós, Seu Amado.

O Apóstolo Paulo já antegozava tal esplendor quando dizia que "morrer é lucro" (cf. Fl 1,21). Que é mais proveitoso ou lucrativo para o Amado que se encontrar com seu Amor?

Plantemos na terra a sementes dos frutos que desejamos colher no Céu: Amemos tanto aqui que o Céu, que é Amor, nos reacolherá.

+ + +
Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

NÓS ESTAMOS SOFRENDO. SOCORRO!!!

Caríssimos irmãos e irmãs,

O Povo de Deus está sofrendo aqui em Alagoas, Brasil.

As atuais enchentes nos têm deixado sem água, sem comida, sem casa,...

Não permitamos que fiquem sem Esperança, sem dignidade aqueles e aquelas que conosco fazem o Reino de Deus.

O Senhor nos está dando a OPORTUNIDADE DE PRATICAR A CARIDADE.

É HORA DE DOAR!!!!!

Se for preciso ver para crer, vejam, acessem este link:

http://www.tudonahora.com.br/galeria/2010/06/20/1/galeria-de-fotos-traz-todas-as-fotos-da-enchente-que-atingiu-em-alagoas

Se for preciso ouvir para crer, acessem o link:

http://www.tudonahora.com.br/videos

Se, ainda sim, ainda não nos convencemos, escutemos:

domingo, 20 de junho de 2010

POR QUE VOCÊ SE CALA?

Vim te chamar
Pra caminhar comigo
Se não me ouvires
Caminharás sozinho.

Escuta o meu grito
Entenda o que eu digo e vem
Semear a verdade e
O Bem sobre a Terra.

Põe os teus dons sobre a mesa
A servir teus irmãos
Que sucumbem e pelejam
Por existir a omissão.

[trecho de uma música do então jovem da Juventude Marial de Maceió (JUMAM), Cícero José, da década de 1980].

Essas palavras já ecoavam no sussurro dos jovens da periferia de Maceió, há décadas. E hoje, ainda se faz presente o clamor, a necessidade de que aqueles que tem, deem aos outros aquilo que é do outro, mas que Deus lhe deu.

Quantos jovens ainda hoje morrem, assassinados, porque quem anda em Igreja, não fala com eles; não testemunham a eles a Esperança que é Cristo?

Jovens da década de 1980, levantai-vos! Jovens da década de 1990, ergam-se! Não deixem que nossos jovens se transformem em "causa perdida"!

Muitos dos jovens "revolucionários", dos cristãos autênticos, dos cristãos de luta se casaram e se calaram. Por quê?

Por que se tornar um burocrata, alienado, inconformado... desistente? Por quê?

Pior: começar a ver a juventude de hoje como pior que a de outrora. Condenar as ações que são feitas hoje e ainda usar jargões do tipo "no meu tempo não seria assim...", ou " no meu tempo era melhor..." . Por quê?

É hora de arregaçar as mangas, descer do salto, jogar a máscara fora, ter coragem e lutar.

Sempre temos jovens conosco e eles sempre existirão. Não escondamos nosso "talento". Não joguemos fora aquilo que é reservado ao próximo!

Vim te chamar .... se não me ouvires, caminharei sozinho!

Por quê? Porque ainda tem gente que se incomoda em ser omisso!

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Eudes Inacio, sJpVM.

sábado, 19 de junho de 2010

TRAGÉDIA, MORTE, DESCASO, SAFADEZA










Caros irmãos que me acompanham neste blog, descrevi o título(s) como forma de chamar a atenção.

Quero que olhem a soma de nossas faltas: Falta de Deus, que manda - não pede - para nos amar uns aos outros.

Falta de compromisso: politicosinhos, politiqueiros que aceitam ganhar R$ 8.000,00 ou mais para serem nada. Faltam homens e mulheres, "cabras-machos", daqueles que honram as calças que vestem... não são gentinha miserável, lombriga (ascaris lumbricoides), que, desculpem-me o termo, só vivem na merda e nela se nutrem.

Por que da dureza da escrita? É que fico indignado como podem se acharem dignos de salários em tais valores aqueles que agora estão em suas casas confortáveis e vendo isso pela internet:


Chuva mata um e derruba hospital no município de Paulo Jacinto

Idosa foi soterrada dentro de casa; centenas de pessoas estão desabrigadas na cidade.

Prefeito diz que Quebrangulo está destruído; veja os vídeos

Moradores estão sem água, energia elétrica e sem comunicação; há duas pessoas desaparecidas

Alagoas tem centenas de desaparecidos e 70 mil desabrigados; "é uma tragédia", diz governador

[Textos-chamadas e fotos retirados de tudonahora.com.br]

Enquanto isso, não quero fazer juízo de valor, mas vou arriscar dizer que já tem gente se mobilizando para arrumar dinheiro... Dinheiro das verbas públicas (do povo e para o povo!) para fingirem que vão construir casas, reconstruir as ruínas e comprar comida... Ora, afinal, é ano de eleição e nada como usar a miséria para se nutrir.

Até quando nós seremos "merda" para nutrir essa gentinha, que a partir de agosto começará a pegar lista de idólatras de dinheiro para ganhar R$ 30,00 para votar num "zé lumbriguento" desses?

É hora de ajudar, socorrer o meu povo! O povo de Deus clama por justiça. Justiça d'Ele, não essa corrupção safada nas Alagoas e no Brasil.

Vem, Senhor Jesus!

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Eudes Inacio, sJpVM




sexta-feira, 18 de junho de 2010

NOSSA LITURGIA

A liturgia não é um espectáculo, um espectáculo que necessite de realizadores geniais nem de atores de talento.

A liturgia não vive de surpresas “simpáticas”, de ideias “cativantes”, mas de repetições solenes, não deve exprimir a atualidade e o efêmero, mas o mistério do Sagrado.

Na verdade, a liturgia não consiste na simples reevocação do triunfo pascal, mas na sua real presença, e como tal na participação no diálogo entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Igreja, enquanto “comunhão de santos” de todos os tempos e de todos os lugares, é o verdadeiro tema da liturgia, que assim deixa de ser exposta ao arbítrio de qualquer grupo ou indivíduo, quer se trate de sacerdotes, quer de especialistas. Qualquer ato de criatividade que aspire a ser expressão da autonomia humana encontra-se no pólo oposto relativamente à criatividade litúrgica, que nasce da disponibilidade de receber e de partilhar.

São muitos os que pensam e dizem que a liturgia deve ser “feita” por toda a comunidade, para que seja verdadeiramente sua. Trata-se de uma visão que conduz a que o seu “sucesso” passasse a ser avaliado em termos de eficácia espectacular, de entretenimento. Deste modo, porém, perdeu-se o proprium litúrgico, que não deriva daquilo que nós fazemos, mas daquilo que aqui acontece: Uma coisa que nós, em conjunto, não podemos de fato fazer.

Na liturgia opera uma força, um poder que nem sequer toda a Igreja pode outorgar-se: aquilo que aí se manifesta é Algo completamente diferente que, através da comunidade (que, como tal, não é senhora, mas serva, mero instrumento) chega a nós… Para os católicos, a liturgia é a Pátria comum, a própria fonte da sua identidade: também por esta razão deverá ser “predeterminada”, “imperturbável”, porque através do ritual manifesta-se a Santidade de Deus.

Ao contrário, a revolta contra aquela que foi chamada a “velha rigidez rubricista”, acusada de limitar a “criatividade”, veio envolver também a liturgia na voragem do “faça você mesmo”, banalizando-a, porque a colocou ao nível da nossa medíocre medida”.

A atenção está cada vez menos dirigida para Deus e assume cada vez maior importância aquilo que fazem as pessoas que aqui se encontram e que não desejam de forma alguma submeter-se a um “esquema preparado de antemão”.

“A verdadeira educação litúrgica não pode consistir na aprendizagem nem no exercício de actividades exteriores, mas na introdução do poder transformador de Deus, que, através do acontecimento litúrgico pretende transformar-nos a nós e ao mundo. Neste aspecto, a educação litúrgica dos sacerdotes e dos leigos é hoje deficitária a um nível preocupante. Há nesta área muito a fazer”. (Papa Bento XVI)

[fonte: http://www.sdplviseu.web.pt]


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Quando formos à Santa Missa, pensemos nisto acima.


Nosso povo padece por falta de instrução.


Catequese para batizados, já!


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Eudes Inacio, sJpVM

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A BELEZA NA MISSA

Copiado do blog de Dom Henrique Soares, Arcebispo Auxiliar de Aracaju-SE (http://costa_hs.blog.uol.com.br/): Ó Beleza tão antiga e tão nova!

"[...]Ratzinger invoca a famosa a frase do grande escritor russo, Dostoievsky: “A beleza salvará o mundo”. De que beleza fala o ilustre pensador? Refere-se ele Àquela Beleza de que fala Santa Teresa d’Ávila: “Formosura que excedeis a toda formosura, sem ferir dor fazeis e sem dor desfazeis o amor da criatura!” Sim, a Beleza suprema que nos é dada a contemplar neste mundo, a Beleza, critério de toda outra beleza, a norma de toda estética realmente libertadora, é a Beleza redentora de Cristo, o crucificado e ressuscitado!

Precisamos aprender a contemplá-lo, contemplar a beleza do Cristo – insiste Ratzinger. Contemplar significa entrar em simpatia, em sintonia com a estupenda realidade que ele representa e produz no mundo: um amor que se doa totalmente para nos redimir, para nos divinizar! Um amor que revela o sentido último de toda a realidade! Sem este amor, o mundo morre sufocado pela banalidade e a feiúra! Se nós o conhecermos, não apenas nas palavras, mas se formos trespassados pela flecha da sua beleza paradoxal, só então o conheceremos verdadeiramente, e não apenas porque ouvimos outras pessoas falando a seu respeito. E então teremos encontrado a beleza da Verdade, da Verdade que redime e seremos suas felizes e entusiasmadas testemunhas!

Mas, precisamente aqui encontramo-nos na profunda crise do cristianismo atual, da Igreja dos nossos dias: perdemos o sentido da Beleza, do gozo de contemplar desinteressadamente! Nossa fé, nossa liturgia, nossa teologia tornaram-se demasiadamente conceituais, cartesianas! Há quem possa realmente alimentar sua fé, sua paixão por Cristo com a enorme maioria de nossas missas barulhentas, cheias de comentários, entupidas de paramentos de mal gosto, artificialmente criados por modas discutíveis? Há devoção que suporte uma missa na qual o padre inventa os gestos como um animador de auditório ou não exprime os gestos indicados no missal – gestos que não são seus, mas de Cristo e da Igreja? E os comentários dos nossos folhetos litúrgicos? E o “Reino”(= sociedade socialista), que substituiu Jesus? E a cruz retirada de nossos presbitérios? E a teologia escrita por gente sem fé e sem espírito contemplativo: teologia racionalista e rasteira, que eleva tanto quanto um voo de galinha?

Nada pode pôr-nos em contato tão próximo com a beleza do próprio Cristo como o mundo de beleza criado ao longo dos séculos pela fé e a luz que brilha na face dos santos, através dos quais a própria luz do Senhor se torna visível.

É pela falta dessa realidade que sentimos o peso de um cristianismo sem graça, de uma Igreja burocrática, de uma falta de espiritualidade sólida e profunda... É preciso urgentemente uma Igreja que volte ao silêncio, que volte ao belo, que volte ao rito litúrgico, que volte ao Cristo! O Santo Padre Bento XVI tem tentado bravamente fazer que o clero volte a este caminho. Poucos têm compreendido seu apelo e correspondido ao seu chamamento...[...]".

* * *

Termino escrevendo o que ele, o apóstolo, me respondeu quando lhe falei que eu concordava com o esforço de alguns sacerdotes em "animar" os ambientes: "Quanto ao ambiente, alegrada celebração, penso que a alegria do cristão é Cristo. Não consigo imaginar que outra alegria poderíamoss inventar na liturgia..." (D. Henrique Soares).

Faço questão de repetir (parafraseando): Que outra alegria poderia querer e necessitar o cristão senão o próprio CRISTO?!

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Eudes Inacio, sJpVM.

servo de Jesus pela Virgem Maria.


sábado, 12 de junho de 2010

IMAGEM DE FÁTIMA. MEDALHA MILAGROSA.

Era costume na casa de meus pais, a pedido de minha mãe, aquelas senhorinhas com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima virem entre os meses de maio e junho.

Vinham cantando; luzeiros nas mãos; uma delas com a imagem. Deixavam na casa de meus pais e se iam.

No outro dia, à noite, voltavam, rezavam o Santo Terço. Eu não gostava, porque gostava mais de jogar bola (nunca fui bom jogador, mas tentava mesmo assim). Sempre me pediam para ficar em casa... nem meu pai ficava. Só minha mãe permanecia. Ela rezava e cantava e levava a imagem para outra casa e lá rezava também.

Por aquelas idas e vindas, não me lembro com que idade (só sei que eu era muito pequeno), numa daquelas noites em que a imagem ficava lá em casa, esperei todo mundo ir dormir e me aproximei diante da imagem. Fiquei olhando e logo me pus a pedir - porque foi por isso que parei lá -. Pedi para passar nas provas, pois sabia que eu não sabia absolutamente coisa alguma. Pedi de pé. Fiquei de joelhos, pedi outras coisas mais... e pedi, pedi, pedi...

Na manhã seguinte às petições, minha mãe deu uns gritos pra eu me levantar para ir à escola. Um pãozinho. Lavanda no cabelo. Lá fui eu (ao passar em frente à imagem, fitei-a intensamente).

Passei na prova!... nascia um caso de pedidor. Sabia que se eu pedisse à Virgem Mãe de Deus, Ela me passaria nas provas.

Quantas vezes viesse a imagem, eu ficava; as senhoras me chamavam pra rezar um Pai Nosso ou uma Ave Maria, me elogiavam, e eu me orgulhava todo.

Minha mãe me deu uma medalha milagrosa, muito pequena, frente azul e verso de alumínio. Amarrei-a no lado de dentro do fardamento escolar. Dia de prova, puxava-a para fora, beijava-a... e eu passava.

Em meados da década de 1990, perdi a medalha quando a pus num colar que carregava comigo. Mas rezava. E passava. E conseguia outras graças pedidas... nunca deu errado (pensava eu). Perdi a medalha na casa de meu irmão, em Palmeira dos Índios, (aprox. 120 Km de Maceió) na hora de ir dormir. Fiquei triste: - perdi minha Nossa Senhora. Chorei. De dia, não encontrei. Varri todo quarto; e nada.

Meses se passaram. Certa feita, no meu quarto (em Maceió), quando estava tirando o fardamento, pensei na medalhinha. Ao me abaixar para desamarrar o cadarço, lá estava a medalhinha, a 120 Km do local da perda, no chão do quarto. Chorei. Beijei-a.

Tenho a medalha até hoje. Minha devoção à Virgem Mãe de Deus continua: Ela como mãe e eu como filho que sempre a Ela recorro.

Vejam, irmãos: por uma bobagem de uma medalhinha, quis o Senhor me incutir Amor... Deus usa artifícios inimagináveis para ganhar nosso coração.

Que o Senhor abençoe a todas a senhorinhas que vão às casas rezarem o Santo Terço. Senhorinhas que saem de suas casas para levar a Mãe; logo após Ela, vêm Seu Filho e seus apóstolos.

Salve Maria Imaculada.

[Se você, caro leitor, tiver um depoimento à respeito da Virgem Mãe de Deus, partilhe-o conosco]

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Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria.

AO SENHOR, MINHA ALMA ENAMORA

Eu Vos amo, Primeiro Amor
Eu Vos amo mais que a mim
Eu Vos desejo como eterna saudade
Eu Vos espero como eterna chegada

Sois inominável desejo de consolo
Esperança de realização
Infundis a sede que já tem
Em si a fonte de saciedade

Meu coração Vos espreita sem ver
Minha clama balbucios
Meus lábios petrificados tímidos
Minha mente me mantém acordado

De dia me refugio em Vós
De noite não me deixais só
Amo-O
Isso me basta

Amo-O
Amo-O
Obrigado
Obrigado.

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Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

LIVROS: LI E LENDO.

A CRUZ. Anselm Grün.
A VIDA NO PODER DO ESPÍRITO SANTO. Márcio Mendes.
AS SANDÁLIAS DO PESCADOR. Morris West.
BÍBLIA DE APARECIDA.
BÍBLIA DE JERUSALÉM.
BÍBLIA FÁCIL. Centro Bíblico Católico.
BÍBLIA SAGRADA. Cnbb.
BÍBLIA. Ave Maria
CAMINHO DE FÉ: Itinerário de Preparação para o Batismo de Adultos
e para a Confirmação e Eucaristia de Adultos Batizados
(Livro do Catequista). Leomar Antônio Brustolin e Antonio Francisco Lelo.
CAMINHO DE FÉ: Itinerário de Preparação para o Batismo de Adultos
e para a Confirmação e Eucaristia de Adultos Batizados
(Livro do Catequizando). Leomar Antônio Brustolin e Antonio Francisco Lelo.
CARTAS A NEOTÉFILO: Converesas sobre Assessoria para Grupos Jovens.
Hilário Dick, SJ.
CATEQUESE COM ESTILO CATECUMENAL. Antonio Francisco Lelo.
CATEQUESE COM HUMOR. Miguel Lucas.
COISAS DA BÍBLIA. Marcelo de Barros
COM ADULTOS, CATEQUESE ADULTA. Estudos 80. Cnbb.
COMO EVANGELIZAR OS BATIZADOS. José H. Prado Flores.
COMO SE TORNAR UM LÍDER SERVIDOR. James C. Hunter.
CURSO BÍBLICO - ATOS DOS APÓSTOLOS: Livro da Missão.
Pe João Carlos Ribeiro.
CURSO DE MARIOLOGIA. Escola Mater Ecclesiae -
Pe. Estêvão Tavares Bettencourt, OSB
DIÁRIO: A Misercicódia Divina na Minha Alma. Santa M. Faustina Kowalska.
DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE. Documento 84. Cnbb.
DIRETRIZES E ORIENTAÇÕES PARA A PASTORAL DA JUVENTUDE
DO REGIONAL SUL 1: Vida e Missão. Coord. Da PJ do Regional Sul 1.
DOCUMENTO DE APARECIDA. Celam-Cnbb.
ENCENAÇÕES BÍBLICAS. Sandra Ávila.
ESCOLAS BÍBLICAS PARA JOVENS. Walderes Brito (org.)
EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO LUCAS. Luis Mosconi.
EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO MARCOS. Luis Mosconi.
EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE. Documento 85. Cnbb
EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE: Desafios e
Perspectivas Pastorais. Estudos 93. Cnbb.
GÊNESIS 1 A 11 NA CATEQUESE. Inês Broshuius e Irmã Dazir da Rocha Campos
HEIDEGGER. Ernildo Stein.
HISTÓRIA SAGRADA. Frei Bruno Heuser, OFM.
HISTÓRIAS DE VIDA. Dom Itamar Vian e Aldo Colombo.
HISTÓRIAS PARA ENCANTAR: Para Dinamizar Encontros
de Jovens. Ivani de Oliveira e Mário Meireles.
IMITAÇÃO DE CRISTO. Tomas Kempis
INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, UM PROCESSO DE INSPIRAÇÃO
CATECUMENAL. Estudos 97. Cnbb.
JESUS E O MUNDO DO JUDAÍSMO. Geza Vermes.
JESUS, O MAIOR LÍDER QUE JÁ EXISTIU. Laurie Beth Jones.
LIVRO DO CATEQUISTA - FÉ - VIDA - COMUNIDADE.
Centro Catequético de Osasco.
MARCO REFERENCIAL DA PASTORAL DA JUVENTUDE. Estudos 76. Cnbb.
MINISTÉRIO DO CATEQUISTA. Estudos 95. Cnbb.
MOSTRA-ME O TEU ROSTO. Inácio Larrañaga.
O DEUS QUE NOS FASCINA. Vandré Batista.
O DOM DA PROFECIA. Márcio Mendes.
O DOM DAS LÁGRIMAS. Márcio Mendes.
O JESUS HISTÓRICO: Um Manual. Gerd Theissen e Annette Merz.
O MUNDO DE SOFIA: Romance da História da Filosofia. Jostein Gaarder.
OS DESAFIOS PASTORAIS DE UMA NOVA ERA: Estratéfias
para Fortalecer uma Fé Comprometida. Jorge Boran, c.s.sp.
OUVIR E PROCLAMAR A PALAVRA: SEGUIR JESUS NO CAMINHO -
A Catequese sob a Inspiração da Dei Verbum. Estudos 91. Cnbb.
PAIS BRILHANTES - PROFESSORES FASCINANTES. Augusto Cury.
PASTORAL DA JUVENTUDE: E a Igreja se fez Jovem. Rogério de Oliveira.
PAULO APÓSTOLO, UM TRABALHADOR QUE ANUNCIA
O EVANGELHO. Carlos Mesters, OCarm.
POR QUE VOCÊ NÃO QUER MAIS IR À IGREJA?
Wayne Jacobsen e Dave Coleman
PROJETOS DE ESPERANÇA: Meditações sobre Gênesis 1-11. Milton Schwantes
QUESTÕES QUE A BÍBLIA RESPONDE. Dom Walter Ivan de Azevedo.
SÃO MAXIMILIANO KOLBE. Frei Antônio Ricciardi, OFMCOnv.
SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA. J. F. de Oliveira (Pe. Zezinho)
SERVIÇO DE ANIMAÇÃO BÍBLICA - SAB; VISÃO GLOBAL: 1 A 15. Paulinas.
SOU CATÓLICO, VIVO MINHA FÉ. Cnbb.
SUBA COMIGO. Inácio Larrañaga.
TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE BÍBLIA. José Bortolini.
UM OLHAR QUE CURA: Terapias das Doenças Espirituais. Pe. Paulo Ricardo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PLANTÕES DE POLÍCIAS: FIQUEM ALERTAS!

Caros irmãos e irmãs que me acompanham nesta jornada, já prestaram atenção há quanto tempo aqui em Maceió (capital de Alagoas, Brasil) existem esses programas policiais que só veiculam morte, dor, violência e desespero?

Já prestaram a atenção que esses programas são veiculados no horário de almoço para associar no subconsciente seus "colaboradores" da veiculação da violência?

Já prestaram a atenção que todo aquele que assiste esses programas é culpado? Porque se pusessem um programa educativo, não daria audiência.

Violência dá audiência. [Não a minha!]

Odeio esses programas. Somos e vivemos a geração do Plantão disso, Fique aquilo... Sob o discurso de informar a verdade dos fatos; o fato é que nos enchem, há mais de uma década, de violência.

Alagoas, conhecida como "terra de coronéis", passou a ser a terra da capital onde se mata mais jovens; a terra onde o jovem morre mais cedo... Viva o Plantão disso!! Viva o Fique aquilo!!

A verdade dos fatos? A verdade é que estão dando audiência e cargo público a seus apresentadores. Esta é a verdade de fato!

Verdade, de fato, é que em Alagoas nunca se matou tanto! A verdade é que muitos votam nos que discursam, nesses programas inclusive: "bandido bom, é bandido morto!", "toma bandido!!!", "... tinha mais é que morrer mesmo!", "... só porque é criança, mas merece morrer mesmo..."; "... são verdadeiros marginais mirins...".

Será que só eu estou vendo e ouvindo isso? Será? Será que na próxima eleição teremos deputados a favor do aborto, da redução da menor idade penal e do "bandido bom é bandido morto"? Será? Será que na próxima eleição será chamado "bom" o camaradinha ou a camaradinha que dá cesta básica, dentadura, óculos ou R$ 30,00? Será?

Meus irmãos, minhas irmãs, levo comigo, como prática de Fé que, vendendo ou trocando meu voto, cometo pecado: por egoísmo, traição e roubo - pois, se recebo para privilegiar quem sabidamente é violento e anti-cristão, tiro o que é do próximo e ainda assassino outros.

Faço um convite: NÃO ASSISTAM A ESSES PROGRAMAS! NÃO DÊEM AUDIÊNCIA PARA QUE ELES MORRAM POR INANIÇÃO, ou seja, SEM SUA AUDIÊNCIA!

Em que tem melhorado a situação da violência depois desses programecos? Em nada!

Precisamos dizer "basta!" aos promotores da violência: esses que disseminam uma cultura de dor, de morte e de vingança. Que dissimulam "segurança" em "vingança". Que fazem do escândalo alheio motivo de chacota. E tudo isso culpa de quem? Respondo: de todo aquele que liga o televisor para assistir a isso.

Na hora do almoço, rezem pela bênção de Deus sobre o alimento; desliguem o televisor e conversem com seus esposos (as) sobre seus filhos. Estarão imitando o que o Senhor Jesus consagrou: sentar-se à mesa com os mais íntimos e falar de Amor.

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Eudes Inacio, sJpVM.


terça-feira, 8 de junho de 2010

FALTA DE FÉ, MAS NÃO SE SABE FÉ EM QUÊ!

Como acho que já perceberam, meus caros companheiros de leitura deste blog, tenho me dedicado a falar sobre fatos relacionados à caminhada cristã na vida eclesial.

Quero falar do que vejo e escuto; não do "ouvi dizer"...

Nesta caminhada na Igreja, não foram poucas nem isoladas as vezes que presencei cristãos reclamando da Fé: ou que A perderam, ou que A descobriram só agora, ou que mudariam de Fé, ou que abandonariam a Fé... ou que Ela não existe.

Em todos esses casos percebi semelhança: quem falava não estava disposto à busca, à entrega. Simplesmente, dizia-se cansado. A maioria se dizia estar insatisfeito com alguma pessoa; outro tanto não via sentido para prosseguir (tentando).

Mas, que é a Fé? Você já parou para se perguntar sobre? Que conclusão obteve?... Eu já me pus a me perguntar; fazer lucubrações... Hoje, sinto-me consolado - não conformado! Mas, por que não "conformado"? Por que "conformado" lembra con-forma ou na mesma forma e o meu consolo vem da não necessidade qualquer formatação da Fé.

A Fé é um Dom de Deus. É pessoal. É intransferível (apesar de ser comunitária). Por ser um Dom de Deus, não pode ser criada em mim. Por ser pessoal, não é igual nem para gêmeos univitelinos (kkk). Por ser inalienável, não posso incuti-la no coração do outro; é comunitária pois, como de Deus, sempre tem significado no trato com o outro.

A Fé é de caso íntimo. É Deus no coração se dando e abrindo os olhos para o outro. Como qualquer Dom, seu significado leva sempre ao outro.

Deus "tem fé" em mim e em você. Ele nos dá o que Dele esparge, transborda e É. Se aceitarmos ser preenchidos pelo Dom, a Ele espargiremos, n'Ele transbordaremos e seremos (Fiéis)!

Quanto mais fino o trato com o outro, maior a nossa resposta ao Dom. Se não confiamos no outro, nem a ele não socorremos, nem com ele. Se não perdoamos, não socorremos, nem nos importamos com o outro, é evidente a ausência do Dom ou seu embotamento.

  • Perder a Fé por causa de um amigo ou parente, mostra-se indigno de ser cristão (cf. Mt 10,37).
  • Se o papel do Dom é levar ao outro, que se vai fazer em outra denominação religiosa que tem o mesmo dever para com o outro - se não se consegue amar e perdoar aqui, que lhe faz pensar que lá será verdadeiro?
  • O que espera "ganhar" por ter Fé? Não bastaria o Dom? (cf. Mt 6,33)
  • Como inteligir o Espírito de Deus? Por que pensar que se pode apreender o Dom? (cf. Jo 4,24)
  • Estaria a Fé na Escritura? Como pautar o Dom pessoal na Bíblia se ela mesma já é a expressão dos outros que, por causa da Fé, resolveram por Ela escrever.
  • Por que o medo do por vir? (cf. Mt 8,26)
  • Não é o que nos dizem que nos imprime Fé e altera nossa vida, mas antes nossa vontade em se prestar a Deus. (cf. Mc 4,40; Mt 9,29)
"Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis". (Mt 21,22)

"Disse-lhe Jesus: Se podes alguma coisa!... Tudo é possível ao que crê.
Imediatamente exclamou o pai do menino: Creio! Vem em socorro à minha falta de fé!" (Mc 9,23-24)

"Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita." (Santo Agostinho)

Chega de comodismo. Chega de acusar o outro. Chega de se pensar merecedor; basta saber-se necessitado e confiar!

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Eudes Inacio, sJpVM.

domingo, 6 de junho de 2010

NO DIA DE CORPUS CHRISTI, EU VI

Maceió, 03 de junho de 2010, quinta-feira, depois de uma longa e linda caminhada pelas ruas, coloridas em sua maioria por jovens da Pastoral da Juventude, chegamos à Praça Floriano Peixoto [ou dos Martírios]. Eram aproximadamente 17h e 20 minutos. Chovia bastante. Guarda-chvas e sombrinhas armados.

Um carmelita começa sua homilia. Simpático, como de costume, alteraria seu tom pela primeira vez - ao menos que eu tivesse ouvido.

O carmelita e Bispo, sucessor dos apóstolos, engrossara o tom de suas palavras. Num palanque, junto de seus colaboradores, os padres; rodeado por seminaristas; diante da multidão de suas ovelhas fiéis de Maceió, eu vi e ouvi o protesto de Pastor da Igreja de Cristo.

Denunciou abusos de poder. Criticou a ganância dos comerciários que não queriam fechar suas lojas em pleno feriado. Defendeu a Igreja Cristo, que vem sendo achincalhada por seus inimigos... Eu vi e ouvi. Eu estava lá.

Senti-me tão bem neste dia... Minha esposa e eu nos olhávamos um para o outro diante daquelas palavras. Nada dizíamos, mas o êxtase de pertencer à Igreja de Cristo e ter o Carmelita como Pastor enchia nossos corações.

Não. Não esquecerei este dia. O dia em que o Carmelita desabafou, denunciou e mostrou-se, mais que outras vezes que eu já tenha visto, Pastor em defesa de suas ovelhas.

Àquele Carmelita, Paz e Bem!

Que Aquele que para o Carmelita e para mim é Pastor o conserve em sua Paz. Amém.

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Eudes Inacio, sJpVM

sexta-feira, 4 de junho de 2010

NA HORA DO APERREIO, O MEU PRIMEIRO

Nessas idas e vindas em nossas comunidades, muitos cristãos têm se manifestado com ardor, com veemência, com intuito de serem juízes dos pecados dos outros, atualmente, os pecados de alguns padres.

Igualmente, vi padres que se propuseram a contra-atacar, manifestando suas opiniões contra leigos, ainda que veladamente.

Já manifestei que, em termos de pecados, creio que somente Aquele (Cristo) que os carregou sobre os ombros e por eles morreu é que tem propriedade para julgar qual maior ou mais pesado pecado.

Marcou-me, há dois meses, a fala de um padre na TV, em sua homilia, sobre os casos desconcertantes em nossa Igreja. Dentre essas falas, saíram sentenças como "quem é você, leigo, para julgar um sacerdote?" e "agora tem leigo que se acha...". No momento em que ouvi, tive vontade de lhe mandar um e-mail para manifestar para ele que, para mim, leigo, ou melhor, cristão, ele foi infeliz em seu raciocínio.

Sem net, não pude fazê-lo.

Comentei com amigos cristãos, catequistas, sobre o que eu assistira. Eu quis saber se eu estava enganado a respeito do padre. [registro que estimo muito aquele padre; repito, no presente do indicativo: estimo.]. Outros cristãos também disseram que ele foi infeliz em suas colocações.

Vejamos:

- Os pecados daqueles padres mexeram com toda a Igreja: Realmente, como ensina a Igreja, o pecado de um membro, é pecado para toda Igreja.
- Quando se trata de pecado, como numa guerra, não há vencedores, só vencidos; não há melhores ou certos, apenas mais ou menos machucados, mas igualmente ofendidos.
- Muitos homens de Deus, cristãos, padres ou leigos, saíram machucados.
- Alguns viram nisso escândalo tamanho para querer professar outra fé ou seguir seitas.
- Alguns padres se armaram para uma cruzada contra leigos, acusando-os e desconfiando de qualquer um que se aproximasse.
- Os inimigos da Igreja usaram os pecados alheios para sua própria promoção - como num coliseu, quando se riam dos cristãos sendo devorados pelas feras.
- Muitos viram nesses escândalos tempo de fortaleza, resistência e de cuidar-se, vigiar-se mais, porque só cai quem está de pé (cf. ICor 10,12).
- Somos CRISTÃOS, não hindus, brâmanes; não temos castas: somos um só povo, o Povo de Deus, o Povo eleito. Chega de se auto-rogar qualidades quando comparadas com as falhas alheias.

Aprendamos JUNTOS para sairmos vencedores, não vencidos, perdedores.

Na Igreja de Cristo, somos todos soldados da Paz.

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Eudes Inacio, sJpVM

quinta-feira, 3 de junho de 2010

FÉ E FATO

Algumas vezes, conversando com Alberto, sobre religião, ele citou: "então não é fé, é fato!"; dizia isso em referência aos protestantes que se baseiam unicamente pela Bíblia.

De fato, se nossa fé (toda ela) estiver na Bíblia, somente nela, teremos um fato, ou seja, exigimos comprovação nos textos.

Que aconteceria se não existisse mais a Bíblia? Não haveria mais a Fé? Crer em quê?

É verdade que quando o Dídimo não creu no relato dos apóstolos, ele disse que creria somente se pudesse tocar nas chagas do Senhor.

É verdade também que o Senhor não se negou a dá-las como prova. Mas disse que seriam bem aventurados os que não precisassem de tal expediente para poder crer.

Não quero parecer redundante mas já sendo: o relato vem antes da escrita.

Felizes os que crêem sem precisar ler. Felizes os que crêem sem não precisam mostrar versículos para justificar porque crê, pois assim não é Fé, é fato.

A vocês, meus irmãos que crêem, pensem nisso.

Gosto muito de ler e aprofundar sempre mais as razões de minha Fé - especialmente na Bíblia. Outro dia refletia eu em como fazer mais e melhor aprofundamento e, sinceramente confesso, veio ao coração a seguinte máxima:

Que adianta aprofundar se não se consegue nem cumprir o pouco que já sabe!?

Que ducha...

Bem, agora vou tentar viver mais pelo e com o pouco que o Senhor já me infudiu em meu coração de pedra.

Ave crucis spes unica.

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Eudes Inacio, sJpVM