domingo, 30 de maio de 2010

Traição? Dependência. Amizade(?)

Que fazer quando se sente traído? Que fazer quando se sente desamparado, desmascarado por alguém que se confiava tanto? Não a máscara do fingimento, porque a gente só confiava mostrar o rosto para alguém que tínhamos em alta estima? Que fazer?

Amigo. Amiga. Palavras de alto valor. Muito, em tão pouco. Muito por parte de que depositamos; pouco porque são como nós, potes rachados, que escondem suas rachaduras e passam a vida tampando vazamentos (de nossos segredos, muitas vezes).

O fato é que muitas vezes escolhemos os melhores amigos sem perguntar se eles querem sê-los. Depositamos neles toda fofoca, malícia, perversões, segredos e até confidências sem consultarmos se querem saber ou partilhar tais assuntos. Simplesmente jogamos pra eles e dizemos: "pega no peito!" E daí, eles que se virem pra guardar tantas informações alheias e darem excluvidade e preferência a nós sempre (mas sempre mesmo!) que precisarmos (não quando ele puder, porque, se não, aí não é bom amigo.kkk).

Traí e fui traído
Traído fui quando confiei
Confiando num igual caído
Sequer lhe perguntei.

Se queria ser exclusivo
Ou ainda propriedade
Num bem taxativo
Amigo meu de verdade.

Virtude tem quem consegue
Ser pedaço de Deus aqui
Porque só o Eterno promete
Guardar o que pedi.

[se este blog fosse meu amigo confidente (exclusivo, propriedade - claro), eu não teria me expressado assim; óbvio.kkk]

Mas, é-nos dado o direito à escolha, não à certeza nas escolhas. Nossas expectativas não são correspondidas, porque não as guardamos pra nós, mas as depositamos "exclusivamente" em vasos como nós.

Prometo, então, ser melhor amigo, principalmente de mim. E prometo, também, continuar me confiando noutros vasos, quais bons amigos, porque não seria eu injusto em oportunizar aos meus aquilo que tanto aprecio, a fidelidade.

Salve Maria Imaculada!
+ + +

Eudes Inacio, sJpVM
servo de Jesus pela Virgem Maria.

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